Clube dos 13 prometem guerra à CBF
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segunda-feira, 15 de abril de 2002
Agência Estado 
São Paulo- Os dirigentes da Liga Nacional de Futebol, que engloba os principais clubes do futebol brasileiro, decidiram, ontem, por unanimidade, enfrentar a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Eles não abrem mão de organizar o Campeonato Brasileiro, mesmo contra a vontade da entidade e das federações, e falam até na possibilidade de desfiliamento. Para a briga contra a CBF, ganharam um aliado fortíssimo, a TV Globo.
Os presidentes dos clubes alertaram para a importância da manutenção do calendário quadrienal, definido em agosto do ano passado, em reunião que contou com a presença de Pelé, da CBF e até de João Havelange, presidente de honra da Fifa. Mesmo que tenham de romper relações com a CBF, vão seguir em busca do objetivo.
Só que para isso terão de arcar com prejuízos. Caso não haja acordo e a CBF não reconheça a competição, nenhum dos clubes da Liga Nacional poderá disputar a Taça Libertadores da América. Os representantes brasileiros na competição sul-americana são indicados pela entidade máxima do futebol do País.
Fábio Koff, presidente do Clube dos 13, confirmou que a Liga já foi registrada em cartório, mas que ainda precisa do registro da CBF para que seja legalizada e oficializada - o que será bem difícil. Mas os cartolas deixaram claro que a Liga entrará em funcionamento mesmo sem a liberação da CBF. Estamos nos apoiando em disposições legais, há uma RDI (Resolução de Diretoria) que autoriza a criação de Ligas, disse Koff.
Zezé Perrella, presidente do Cruzeiro, foi o mais enfático no ataque à CBF e às federações. Afirmou que os presidentes de federações são um bando de sugadores e disse não temer represália por parte de Ricardo Teixeira e da cúpula da entidade. Se a CBF não registrar a Liga, faremos um campeonato à revelia, mesmo que percamos as vagas na Libertadores, acrescentou.


