A reedição da Copa União pode ser a única saída para o Clube dos 13 organizar um campeonato no segundo semestre. Na semana passada, o Clube dos 13, formado por 20 dos maiores times do País, decidiu criar a Copa João Havelange sem a presença do Gama, que está impedido pela Fifa de participar de qualquer campeonato. Na segunda-feira, porém, a equipe de Brasília conseguiu uma nova liminar na 21 Vara Federal de Brasília que obriga a inclusão do clube na competição. ‘‘Se não conseguirmos derrubar a liminar, a saída será reeditar a Copa União, apenas com os associados do Clube dos 13’’, afirmou o presidente da entidade, Fábio Koff, após uma reunião em São Paulo.
A decisão ainda será submetida hoje aos 20 integrantes do Clube dos 13, mas Koff já adiantou que não existem muitas alternativas. ‘‘Se não pudermos nem organizar a Copa União, então ficaremos sem futebol nesse ano’’, advertiu Koff. Embora tivesse resistido a comentar a decisão do juiz Rubem Martinez Cunha, o presidente do Clube dos 13 criticou a comparação entre torcedor e consumidor. ‘‘Se for assim, o torcedor poderá requerer indenização por qualquer jogo de baixa qualidade ou que não tenha terminado’’, comentou Koff.
De qualquer forma, o presidente Koff acredita que a Copa União, que foi realizada uma única vez, em 1987, poderá ser menos vulnerável juridicamente do que a Copa João Havelange. Embora o Clube dos 13 esteja por trás das duas competições, ele acha que ninguém poderia impedir que os fundadores da entidade disputassem uma reedição da Copa criada por eles. ‘‘A Constituição assegura aos clubes o direito de organizarem qualquer torneio’’, defendeu. Koff insistiu que a prioridade continua sendo a Copa João Havelange. Ele, inclusive, confirmou ontem a entrada de mais duas equipes, que estavam fora: Avaí-SC e CRB-AL.

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