Clube dos 13 desiste de fazer torneio
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terça-feira, 18 de julho de 2000
Agência Estado Do Rio Janeiro 
Pressionada pela Justiça comum e pela Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro, a CBF vai tentar um acordo com os representantes do Gama para tornar viável o Campeonato Brasileiro deste ano. Ontem, a CBF ficou sem outra saída depois que o Clube dos 13 não conseguiu cassar a liminar que obriga o Gama a participar da Primeira Divisão. Com isso, o presidente do Clube dos 13, Fábio Koff, desistiu de organizar qualquer campeonato.
Sem outro remédio e com a pressão da Globo, que já pagou mais de R$ 100 milhões pelo torneio, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, se reúne hoje no Rio com o senador José Roberto Arruda (PSDB-DF), que negocia em nome do clube brasiliense. Na segunda-feira, o diretor da Globo Esportes, Marcelo Campos Pinto, exigiu da direção do Clube dos 13 a realização de um campeonato em âmbito nacional no segundo semestre (leia matéria nesta página).
Um dos maiores obstáculos é a posição do senador Arruda e de outros políticos de Brasília, que insistem em colocar o Gama na Primeira Divisão. A atitude dos defensores do Gama foi ironizada ontem pelo assessor do Clube dos 13, Eduardo Negrão. Fica difícil um acerto com o Gama, porque tem vários políticos defendendo o clube: alguns querendo se eleger, outros atrás de reeleição e até quem já foi cassado, afirmou ele, numa referência ao senador Luiz Estevão.
O presidente do Gama, Wagner Marques, porém, já falou que abre mão da Primeira Divisão. Se os aliados do clube concordarem, o Brasileiro terá o formato previsto no ano passado. Os 20 clubes classificados no ano passado continuam na Série A e a virada de mesa é cancelada. Fluminense e Bahia, assim como o Gama, ficariam na Segunda Divisão.
Para tornar viável o acordo, os aliados do Gama PFL e Sindicato dos Treinadores de Brasília retiram as ações na Justiça comum e a CBF consegue com a Fifa a extinção da punição ao Gama. Ontem, Teixeira esteve reunido com o presidente de Honra da Fifa, João Havelange. Além disso, a CBF também vem sendo pressionada pela Justiça comum.
Segundo informações da Justiça de Brasília, a entidade está pagando R$ 800 mil por não ter incluido o Gama na Primeira Divisão a multa está prevista na liminar concedida aos aliados do time brasiliense. O diretor jurídico da CBF, Carlos Eugênio Lopes, garantiu desconhecer que a CBF esteja pagando este valor. Normalmente, isto seria feito por meio do departamento jurídico, informou.


