O Comitê Executivo do Clube dos 13 vai decidir hoje como ficará a final da Copa João Havelange. Três são as opções e a mais forte aponta para a realização de uma nova partida entre Vasco e São Caetano, provavelmente no início da próxima semana. A segunda alternativa seria a divisão do título e a última seria entregar a taça à equipe paulista, porque os incidentes ocorreram em São Januário, estádio do Vasco, impedindo a sequência do jogo final.
Existem divergências entre dirigentes e a única certeza é a de que o time carioca não será declarado campeão. Embora a reunião esteja marcada para as 13 horas, em Porto Alegre, os cartolas esteja reunidos desde ontem na capital gaúcha. ‘‘O tema é complexo e muito importante; por isso, estamos todos indo hoje (domingo) para Porto Alegre para iniciar as discussões’’, confirmou Nélio Brant, presidente do Atlético-MG e membro do Comitê Executivo do Clube dos 13.
Eurico Miranda, presidente eleito do Vasco, quer a realização de um novo jogo e já vem trabalhando nos bastidores para alcançar o objetivo. Ele confessa a amigos que dificilmente perderá a disputa. ‘‘O maior problema é encontrarmos uma data, mas vamos discutir isso’’, afirmou. Muitos dirigentes apostavam na ausência de Eurico na reunião, mas o vascaíno já seguiu ontem para Porto Alegre. ‘‘Se eu fosse ele, não iria’’, comentou Brant.
Vários fatores indicam que um novo jogo deverá mesmo ser realizado. Ontem, o presidente da Suderj (Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro), Francisco de Carvalho, disse que fará todos os esforços para que o Maracanã esteja pronto para ser palco da final da João Havelange na próxima semana. ‘‘O plantio da grama nova acabou e, para o campo estar em condições ideais, levaria cerca de 20 dias. Mas, existindo a necessidade de um novo jogo no dia 15 ou 16, não haveria problemas’’, garantiu. Para agilizar o processo do crescimento da grama, Carvalho encomendou fertilizante, que será utilizado hoje no campo do Maracanã. Com o principal estádio do Rio apresentando condições, faltaria apenas definir se haveria ou não cobrança de ingressos para a final ou se o jogo seria disputado com portões fechados.
Alguns auditores do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) dão a entender que consideram a realização de uma nova partida a decisão mais plausível. Amanh㠖 dia seguinte à reunião do Comitê Executivo do Clube dos 13 – , o STJD vai analisar os incidentes da final. A intenção dos dirigentes é que o Clube dos 13 e o STJD cheguem ao mesmo resultado para evitar novas confusões e batalhas jurídicas que poderiam se arrastar até o fim do ano. ‘‘Vamos fazer de tudo para que as decisões não sejam diferentes’’, disse Brant.

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