Receita mensal de R$ 120 mil, gastos de R$ 150 mil e a ameaça de cair para a Terceira Divisão do Campeonato Brasileiro. Os argumentos foram utilizados ontem pelo presidente do Londrina, Carlos Alberto Garcia, para solicitar a exploração comercial dos sete bares localizados dentro do Estádio do Café. O assunto foi discutido na Câmara Municipal com vereadores, representantes dos comerciantes e o presidente da Fundação de Esportes de Londrina (FEL), Marival Mazzio.
Segundo Garcia, a média de pouco mais de 1,5 mil pagantes por jogo não tem sido suficiente para arcar com as despesas do clube, daí a necessidade de arranjar outras formas de arrecadação. ''No Londrina x Grêmio (Copa do Brasil), por exemplo, esses proprietários lucraram perto de R$ 10 mil, quando o LEC ficou com pouco mais de R$ 1.100,00'', disse. ''Não é justo o clube pagar para jogar e outros ganharem sobre isso''.
Explorador de um dos bares desde a inauguração do Café, há 28 anos, Aberaldo Moreno, 45, refutou a declaração do dirigente. Para ele, ''é impossível todo mundo lucrar esse tanto'' mesmo com as taxas de R$ 100 (por bar) e R$ 0,30 por pessoa no estádio (público pagante), pagas à diretoria por jogo. ''Já entramos com ação coletiva na Justiça (1 Vara Cível), agora é esperar'', disse.
O vereador Leonilso Jaqueta (PMDB), que solicitou o encontro, defendeu o diálogo entre as partes, ou um acordo legal. ''Ou o Executivo nos envia um projeto de lei solicitando que autorizemos uma permissão de uso do espaço pelo Londrina, ou a FEL abre licitação para estes e mais interessados''.
Mazzio informou que consultará a Procuradoria Jurídica do município e que se reunirá com a diretoria do clube para tomar as medidas necessárias.

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