Clube Brasil quer aumento nas cotas de TV
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quinta-feira, 29 de agosto de 2002
Guilherme Gouveia<Br>Reportagem Local 
Enquanto comissão técnica e jogadores lutam para manter o time em uma posição digna na Série B do Brasileiro, o departamento de Marketing do Londrina já se preocupa com a viabilidade financeira das competições do próximo ano. O diretor de Marketing do LEC, Peter Silva, informou ontem que o Clube Brasil, entidade que representa os clubes da Série B, pretende reivindicar uma cota ''mais gorda'' referente à transmissão de jogos pela TV.
Segundo o dirigente, o acordo estabelecido entre Globo Esportes (empresa responsável pelos direitos de transmissão) e Clube dos 13 prevê aos clubes da primeira divisão uma injeção de R$ 200 milhões para custear suas despesas, enquanto os ''primos pobres'' da divisão menor terão de se contentar com R$ 10 milhões para bancar as despesas operacionais da competição. ''Ainda não posso divulgar a cota mensal que foi oferecida ao LEC, mas posso garantir que vamos lutar para aumentar esse valor'', afirmou.
Hoje uma nova reunião na sede da CBF deve definir com exatidão as cotas de cada clube. Os times da Série B devem ficar com cerca de R$ 40 mil mensais. O Sport é a única exceção. Considerado um clube de elite do futebol brasileiro, o time pernambucano receberá mais de R$ 660 mil.
Silva integra a comissão de negócios do Clube Brasil, órgão responsável em negociar possíveis acréscimos nas cotas destinadas aos clubes. ''Não se trata de comparações com o investimento na primeira divisão, o que queremos é uma quantia compatível com as despesas do campeonato'', ponderou. Segundo ele, as negociações devem se arrastar até o fim do atual Brasileiro com a possibilidade de se prolongarem até o próximo ano.


