Curitiba - Ao que parece, os erros têm feito com que a diretoria aprenda a lidar melhor com o grupo e sua manutenção, mesmo no intervalo entre as competições. Uma das ações é a confecção de contratos com período maior de vigência, além de multas rescisórias mais ''salgadas'', a exemplo do que é feito no exterior.
O vice-presidente José Domingos afirma que a alternativa é pesquisar bastante e procurar meios para levantar o dinheiro e contratar, como, por exemplo, através de parcerias com empresários. ''O clube tem problemas financeiros, tivemos que vender os jogos para o pessoal de Maringá (contra Corinthians, Santos, São Paulo e Palmeiras). Também negociamos as cotas das partidas com a Nestlé. A maioria dos contratos vão até o ano que vem, ou são de dois até três anos, com o objetivo de segurar o grupo e com multa rescisória. Mas a lei hoje em dia facilita a saída de jogadores, então fica difícil segurar os melhores atletas.''
Outra estratégia é dar atenção para as categorias de base, de onde saíram os meias Ricardinho (Corinthians) e Marquinhos (Coritiba). Do grupo deste ano, o goleiro Darci; os zagueiros Fernando Lombardi, João Paulo e Da Silva; o meia Thiago Neves e o lateral Alex, além do atacante Vandinho, emprestado ao São Paulo, são todos pratas-da-casa. ''Não é de agora que o Paraná tem um trabalho de base forte. Sempre estamos fazendo testes e avaliando jogadores'', reflete Ari Marques, coordenador das categorias de base do clube. (C.Y.)

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