O potiguar Clodoaldo da Silva, 21 anos, chegou em Sydney como um mero desconhecido da natação brasileira. Muito humilde, o atleta que tem paralisia cerebral, disse que pensava apenas em chegar às finais das provas que fosse disputar. Seus prognósticos deram mais do que certo e ele já conquistou três medalhas na Paraolimpíada. Ontem foi a vez dele brilhar nos 50 metros livre e conquistar o bronze paraolímpico. ‘‘Todas as medalhas que consegui aqui na Austrália me surpereenderam e me deixaram muito feliz’’, disse. ‘‘Os tempos eram praticamente iguais do primeiro ao quarto luigar, por isso o bronze nos 50 metros tem que ser muito comemorado’’, observou.
Na prova de ontem ele chegou a estar liderando os primeiros 25 metros, mas faltou resistência e ele terminou em terceiro. Na Europa, EUA e Oceania os atletas portadores de deficiência são profissionais, enquanto no Brasil temos que trabalhar de dia e treinar à noite. Talvez por isso não consegui melhor resultado na prova de hoje (ontem)’’, falou.
Clodoaldo começou a nadar há pouco mais de dois anos por recomendação médica. Ele contou que assim que terminou a prova correu para o telefone e ligou para a família. ‘‘Meus parentes são os meus maiores incentivadores e por isso quis dar logo a boa notícia’’, disse.
Ele contou que o seu objetivo para o futuro é treinar forte para a Paraolimpíada de Atenas, na Grécia. ‘‘Quem sabe com mais tempo de
treino eu não consiga algumas medalhas douradas?’’

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