Pequim - Depois de aproximadamente nove horas e meia da notícia de que subiu para a classe S5, Clodoaldo Silva recebeu mais uma nova informação: o Comitê Paraolímpico Internacional (IPC) que mudou a classe do atleta ontem, em Pequim, aceitou o protesto apresentado pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) e fará um novo exame com o nadador – o procedimento aconteceria nesta madrugada (horário de Brasília).
  Desde o último dia 31 de agosto a vida do atleta se movimenta em relação ao pedido de reavaliação funcional. Quarta-feira, depois de entrar com uma ação junto à Corte Arbitral do Esporte (TAS) e receber a notícia de que o órgão não se sentiu competente para julgar o caso, Clodoaldo resolveu passar pelo processo de reavaliação.
  O CPB protestou a decisão do IPC com base em questões técnicas, diferente do que ocorreu no Mundial de Natação Paraolímpica em 2006, em Durban, na África do Sul, quando o CPB e a assessoria do atleta pediram que ele retornasse de classe por perceberem procedimentos errados.
  Clodoaldo está disposto, se necessário, a ir até o Corte Arbitral novamente, caso o IPC o mantenha na classe S5. ‘‘Estou lutando pelos meus direitos e, conseqüentemente, pelos direitos do Brasil. Melhoramos muito, toda a nossa equipe, e os meus resultados na S4 ajudarão bastante o País ficar bem colocado no quadro geral de medalhas. Não posso pagar porque chego na frente dos meus adversários. O alto rendimento é competitivo. A única coisa que mudou do Clodoaldo de Atenas para o de hoje foi a técnica’’, afirma o nadador.
  O presidente do CPB, Vital Severino, descartou uma ‘‘perseguição’’ ao atleta, e disse que a avaliação funcional está em ‘‘evolução’’ e ressaltou que ‘‘todos os atletas estão sujeitos a isso (reclassificação)’’.

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