Clima seco e altitude preocupam Santos
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terça-feira, 20 de maio de 2003
Agência Estado 
Santos - Os jogadores do Santos conheceram ontem o Estádio Azteca onde o Brasil conquistou o tricampeonato mundial em 1970 e ficaram impressionados com a beleza e a dimensão do campo. Eles acham que essas características devem favorecer o espetáculo de hoje, às 21h40, quando enfrentam o Cruz Azul, pelas quartas-de-final da Copa Libertadores. Mas a altitude e o clima seco da Cidade do México preocupam os santistas, como ocorreu com o Corinthians, que perdeu para o mesmo rival, por 3 a 0, na primeira fase da competição.
''O ar não vem'', disse o lateral-esquerdo Léo, demonstrando preocupação. ''Por isso, temos de tocar bem a bola e correr o menos possível para aguentar os dois tempos.''
O volante Renato concorda com o companheiro e acha que o time vai precisar de muita tranquilidade e paciência, ''para matar o jogo na hora certa''. Paulo Almeida lembra que nada sofreu quando jogou em Quito. ''Não senti nenhum problema com a altitude e espero que isso se repita no México'', disse o capitão do Santos, lembrando da partida com o equatoriano El Nacional.
A chegada da delegação santista à Cidade do México foi muito movimentada. Dez canais de televisão mandaram seus repórteres cobrirem o desembarque dos campeões brasileiros. Havia também um batalhão de fotógrafos. Os jogadores mais assediados, como no Brasil, foram mesmo Diego e Robinho, especialmente o último, que é o maior destaque desta Libertadores.
''Não tem essa de Santos de Robinho'', disse o jogador, comentando o prestígio que conquistou na competição. ''O Santos é de todo o grupo. Se conquistou bons resultados, foi em razão do futebol coletivo que apresentou.''
A desclassificação de Corinthians e Paysandu serviu como alerta para os jogadores santistas. ''Temos de tomar nossas precauções, pois queremos permanecer na competição até o fim e conquistar esse título inédito para todo o grupo atual do Santos'', afirmou o festejado Robinho.
Para essa partida, o Santos não terá o goleiro Fábio Costa, que ficou em Santos recuperando-se de contusão. Júlio Sérgio será o seu substituto. Ontem, o técnico Emerson Leão comandou um coletivo no final da tarde, acertando os últimos detalhes para o duelo com o Cruz Azul.
Leão adiantou que o Santos não jogará na retranca e tentará a vitória. Os santistas têm o melhor ataque da competição (22 gols) e uma média superior a três gols (3,2) por jogo quando atuam fora de casa nesta Libertadores. Agora, esperam passar pela defesa do Cruz Azul, que não sofreu nenhum gol nas duas partidas contra o Deportivo Cáli da Colômbia, pelas oitavas-de-final.


