Clima quente para disputa da F-1 na Hungria
PUBLICAÇÃO
sábado, 04 de agosto de 2007
Das agências 
São Paulo - O clima não poderia estar mais quente na Fórmula 1 para a disputa do Grande Prêmio da Hungria, hoje, às 9 horas (horário de Brasília), no circuito de Hungaroring. Além do calor constante na Hungria nessa época do ano, a troca de acusações entre Ferrari e McLaren, sobre o suposto caso de sabotagem envolvendo um ex-engenheiro inglês da equipe italiana, vem deixando dirigentes, pilotos e mecânicos com os nervos à flor da pele.
Nem é preciso voltar muito no tempo para ratificar que a corrida de hoje é de alto risco. Ao término do último Grande Prêmio, disputado há 15 dias, em Nurburgring, na Alemanha, o brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, e o espanhol Fernando Alonso, da McLaren, discutiram asperamente por causa de um toque entre ambos no final da corrida. ''Estavamos disputando posições, não fiz nada de errado. Eu não me arreoendo, mas espero que não se repita'', respondeu o brasileiro.
Já na Hungria, a Mclaren proibiu o bicampeão mundial e seu companheiro, o líder do campeonato Lewis Hamilton, de concederem entrevistas. A equipe inglesa não quis ver seus pilotos sendo interpelados sobre o caso de espionagem.
A disputa jurídica entre McLaren e Ferrari se tornou mais intensa depois que o Conselho Mundial da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) se negou, no dia 26 de julho, a punir a McLaren ''por falta de provas''. No entanto, apoiada pelo presidente da FIA, Max Mosley, a Ferrari conseguiu o direito de expor sua versão no episódio, e uma nova audiência será realizada.
Insatisfeito - Massa não está nem um pouco satisfeito com os últimos acontecimentos e com o propagado favoritismo da McLaren. ''Vamos atacar na Hungria e mostrar que eles não são os favoritos ao título, como algumas pessoas andam dizendo'', comentou o piloto, terceiro colocado no campeonato, com 59 pontos, 11 a menos que Hamilton e a nove de Alonso. Companheiro de Massa, o finlandês Kimi Raikkonen é o quarto, com 52 pontos
Líder do campeonato, o estreante Lewis Hamilton espera recuperar-se do desastroso Grande Prêmio da Europa. Em Nurburgring, o inglês da McLaren começou seus insucessos logo nos treinos oficiais, quando bateu violentamente contra a proteção de pneus, o que não só o levou ao hospital como também o impediu de marcar um tempo para o grid.
Largando da décima posição, Hamilton não teve o mesmo brilho das últimas corridas e terminou em nono, fora da zona de pontuação. O inglês afirma gostar de Hungaroring, apesar das dificuldades enfrentadas no passado.
''Gosto do circuito, é um tanto rápido, considerando o quão estreito é. É um verdadeiro clássico também. Há mudanças de inclinação, algumas curvas de alta e baixa velocidade e uma boa chicane. Temos uma boa chance, mais do que em qualquer corrida. Temos um bom carro e é importante que eu vá com uma mente limpa e com a mesma estratégia de sempre. Mas não há razão para que não possa ir lá e vencer'', afirmou Hamilton.
Vencedor da última etapa, Fernando Alonso chega à Hungria com as esperanças em alta. Isso porque o espanhol conta com as boas lembranças que tem no circuito de Hungaroring, local onde em 2003 conquistou sua primeira vitória na categoria máxima do automobilismo mundial, tornando-se o piloto mais jovem da história a faturar um Grande Prêmio.
Somada ao fato de ter boas lembranças, outra coisa que deixa Alonso confiante é que Hungaroring é o circuito que, mais do que qualquer outro, tem as características parecidas com o traçado de Mônaco, local onde a McLaren tradicionalmente leva vantagem sobre as demais equipes.
''É uma pista muito lenta, mas também fisicamente exigente, por causa das condições, que geralmente são quentes. Nosso carro foi bem neste tipo de pista ao longo desta temporada, assim estou me sentindo confiante para a corrida'', finalizou Alonso.


