Rio - De uma hora para outra, o clássico entre Botafogo e Flamengo, hoje, às 18h30, no Engenhão, ganhou muito mais importância do que a simples luta por posições no Campeonato Brasileiro. Os acontecimentos da semana deixaram o embate dentro de campo quase que em segundo plano diante da crise política e técnica por que passa o time rubro-Negro, com a saída do diretor Zico e a pressão cada vez maior pela demissão do técnico Silas.
Assim, além do confronto entre uma equipe que briga pelas primeiras posições contra um time que se desespera na tentativa de evitar o rebaixamento, o clássico será marcado por uma disputa entre um Botafogo sólido, seguro de si e ciente de sua capacidade contra um Flamengo em frangalhos, com os nervos à flor da pele e jogadores que não tem um comando a seguir. Um barco desgovernado.
Não há como negar, portanto, que neste choque de rivais há, sim, um favorito, o Alvinegro, sexto colocado com 41 pontos. Mas não vá comentar isso com o técnico Joel Santana. ''Cada um tem os seus problemas. No primeiro turno estava do mesmo jeito e aconteceu o que aconteceu (vitória por 1 a 0 do Flamengo). O Flamengo tem seus interesses e nós temos os nossos''.
Na Gávea, a ordem da presidente Patrícia Amorim é de silêncio absoluto no departamento de futebol. Jogadores e o treinador estão proibidos de falar sobre os últimos acontecimentos. Tal é o tamanho da crise que aflige o atual campeão brasileiro. ''Temos que nos fechar, torcida, comissão e jogadores para sairmos desta situação'', disse o meia Renato.





NO RIO DE JANEIRO

Botafogo

Jefferson; Leandro Guerreiro, Fábio Ferreira e Danny Morais; Alessandro, Somália, Túlio Souza, Lúcio Flávio e Marcelo Cordeiro; Jobson e Loco Abreu. Técnico: Joel Santana

Flamengo

Marcelo Lomba; Léo Moura, David, Jean e Rodrigo Alvim (Victor Saba); Correa, Willians, Kleberson e Renato; Diogo (Maldonado) e Deivid. Técnico: Silas

Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca (RJ)
Estádio: Engenhão
Horário: 18h30

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