São Paulo - A derrota do São Paulo em casa para o The Strongest, pela Copa Libertadores, na última quarta-feira, aumentou o processo de tensão iniciado pela queda no clássico para o Corinthians, no último domingo. Ontem, o dia foi de conversa do técnico argentino Edgardo Bauza com o elenco e um clima de intensa cobrança.
Uma série de postagens no Twitter intensificou o ambiente ruim no São Paulo. O assessor da presidência do clube, Rodrigo Gaspar, criticou alguns jogadores após a derrota para a equipe boliviana. "Erva daninha deve ser cortada pela raiz. Michel Bastos e Milton Cruz fazem mal ao clube", escreveu.
De acordo com o São Paulo, a página de Gaspar é pessoal e as opiniões não condizem com os pensamentos do clube. O assessor da presidência é membro do Conselho Deliberativo e ocupa funções administrativas não remuneradas em cargo político.
Gaspar também atacou o zagueiro Rodrigo Caio, a quem chamou de "jogador de condomínio", e o atacante Centurión, classificado como "piada". Na tarde desta quinta-feira, o autor apagou as postagens e se desculpou. "Comentar de cabeça quente pode ser injusto, mas às vezes esclarece", afirmou. Segundo o São Paulo, as declarações não devem impactar no desligamento do assessor das atividades no gabinete da presidência do clube.
Parte da torcida também fez duras cobranças ao elenco. Na saída do estádio do Pacaembu, após a derrota na última quarta-feira, o ônibus do time foi cercado por um grupo de são-paulinos, que criticaram principalmente a atuação de Michel Bastos na partida
Nas entrevistas depois do jogo, poucos atletas aceitaram falar. O discurso deles, assim como de Bauza, foi de manifestar preocupação pelo risco de ser eliminado ainda na fase de grupos da competição. Nas contas do São Paulo, conquistar as três vitórias em casa era o caminho mais seguro para garantir a classificação às oitavas de final.
A reapresentação na tarde de ontem, no CT da Barra Funda, começou com uma conversa do técnico com todo o elenco, no centro do gramado. A chuva atrapalhou a reunião e todos se dirigiram para uma área interna, onde permaneceram por cerca de 30 minutos.
Apenas os reservas trabalharam no gramado, em atividade em campo reduzido. Quase duas horas depois do fim do trabalho, o diretor executivo de futebol, Gustavo Oliveira, fez um pronunciamento antes de apresentar o zagueiro Maicon.
O dirigente manifestou confiança na reação do time na Libertadores e afirmou que momentos de crise já eram esperados. "Empreender uma mudança, como estamos fazendo, não evita dificuldades. É um momento desafiador. Temos que olhar o que precisa ser melhorado", disse.

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