Clima de rebaixamento atinge o Grêmio
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terça-feira, 23 de novembro de 2004
Agência Estado 
Porto Alegre - Quando saiu do velório de um vizinho no cemitério João XXIII, nos altos do bairro Medianeira, ontem, o técnico em informática Jorge Luiz Barros, 34 anos, resolveu dar uma passada no Estádio Olímpico, dois quarteirões abaixo, para ver se encontrava alguém do Grêmio, dirigente ou jogador, que lhe desse alguma explicação sobre o provável rebaixamento de seu time à Série B do Campeonato Brasileiro, após a derrota de 2 a 0 para o Vitória, no sábado. Não encontrou ninguém.
Se tivesse esperado um pouco mais, Barros teria encontrado alguns jogadores, que chegavam ao Olímpico para revisão médica. O goleiro Márcio, sempre cordial e atencioso, certamente teria dito ao desolado torcedor, o que falou aos repórteres: ''É claro que a situação é desesperadora e que a matemática, mesmo que dependa de inúmeras combinações de resultados, ainda nos dão alguma esperança''.
O técnico Cláudio Duarte, que para o público externo ainda não ''jogou a toalha'', fala em jogar pela dignidade e profissionalismo de cada um: ''Vamos batalhar como se cada uma dessas quatro partidas valesse por um título. Aqui ninguém está morto para se entregar antes do final'', comentou.


