Clima de decisão na F-1 em Monza
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sábado, 11 de setembro de 2010
Tatiana Cunha<BR>Folhapress 
Monza, Itália - Questão de sobrevivência. É assim que pelo menos três candidatos ao título encaram o GP da Itália, que terá largada hoje, às 9 horas (de Brasília), em Monza. Com apenas seis corridas ainda a serem disputadas até o fim do Mundial, qualquer falha agora pode ser fatal.
Mais do que isso, com a decisão do Conselho Mundial da FIA de praticamente liberar o jogo de equipe ao não punir a Ferrari pela marmelada no GP da Alemanha, pelo menos Jenson Button e Sebastian Vettel precisam de bom resultado. Ou correm o risco de se verem transformados em escudeiros até o fim do ano.
A situação mais difícil é a de Vettel. Após não completar o GP da Bélgica, há duas semanas, viu o companheiro Mark Webber abrir 28 pontos. Para piorar as coisas para Vettel, seu companheiro não se cansa de pedir que a Red Bull faça sua escolha e passe a lhe apoiar na luta pela taça.
''Não sei quando a equipe vai tomar essa decisão e não planejo perguntar. Mas, em algum momento, não só nós, como a McLaren, vamos ter de saber'', afirmou Webber. ''Na última corrida, vimos que alguns dos concorrentes não marcaram pontos e sabemos que, quanto mais perto do fim do ano, mais difícil fica tirar esta diferença.''
Para Vettel, o momento é de foco. ''Não adianta me concentrar no que os outros estão fazendo. Tenho que fazer o que puder para marcar o máximo possível de pontos'', falou o alemão. ''Claro que o Lewis (Hamilton) e o Mark estão na frente. Para eles, é só questão de manter a folga. Temos de correr atrás.''
Quem também está em modo ''correr atrás'' é Button, que, apesar de ter começado o ano melhor que o parceiro, agora tem 35 pontos a menos do que Hamilton. ''Não temo nada agora. Temos um bom carro e já vimos neste ano como as coisas podem mudar de uma prova para a outra'', afirmou Button, que, no ano passado, vivia situação bem diferente a esta mesma altura do Mundial. ''Naquela ocasião eu era a caça, agora virei o caçador''.
Apesar de ser o eventual beneficiado caso a McLaren deseje privilegiar um de seus pilotos, Hamilton não acredita que ordens de equipe explicitas sejam necessárias. ''Se algo assim ocorrer, é mais por questão de respeito com seu companheiro. Se ele estiver lutando pelo campeonato e precisar de pontos no final, é legal ajudar. Mas nunca em uma situação em que você merece ganhar e se vê forçado a dar passagem.''


