Cleyton sonha com Olimpíada
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terça-feira, 13 de agosto de 2002
Guilherme Gouveia<br> Reportagem Local 
A exemplo de milhares de jovens brasileiros que escolheram o atletismo como profissão, Cleyton Luiz Aguiar alimenta o sonho de disputar uma Olimpíada. Aos 19 anos, o paranaense já se tornou um dos grande nomes dos 1.500 metros livres prova de meio-fundo que exige um misto de velocidade e resistência, e conquistou na última edição dos Jogos Sul Americanos a medalha de ouro da prova. ''Meu sonho é estar nas Olimpíadas de Atenas (em 2004), vou treinar muito e me dedicar ao máximo para conseguir o índice'', prometeu.
Cleyton ainda compete na categoria juvenil, mas já vem alcançando índices significativos que lhe dão oportunidades de disputar provas ao lado de atletas adultos. Seu próximo objetivo é o Troféu Brasil de Atletismo, em setembro, no Rio de Janeiro, que reunirá os grandes do atletismo brasileiro. ''Mesmo estando ainda no juvenil, acho que estou entre os cinco melhores nos 1,5 mil metros. Meu objetivo é melhorar minha marca de 3min49s48 já no Troféu Brasil deste ano'', afirmou Cleyton, atual campeão brasileiro juvenil, integrando a equipe londrinense do Banco do Brasil/A.Yoshii/Rio Sul/Wizard/Fundação de Esportes, sob o comando do técnico José Eugênio. O índice para as Olimpíadas é de 3min36s.
Mesmo sofrendo o assédio de algumas equipes nacionais de atletismo em 2000 ele foi convidado a competir pela Funilense , o paranaense pretende continuar em Londrina ainda mais alguns anos. ''Aqui recebo toda estrutura necessária para treinamento e tenho a oportunidade de me dedicar em período integral'', justificou o atleta, natural de Francisco Beltrão, Sudoeste do Estado.
Para alcançar seus objetivos, Cleyton treina diariamente revezando sua preparação em exercícios de ''tiros'' (sprint de 400 e 1000 metros) na pista de atletismo da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e de resistência, em volta do Zerão, centro da cidade.
Cleyton Luiz, mesmo com um futuro aparentemente promissor, está prestes a enfrentar uma realidade cada vez mais frequente no atletismo nacional. A falta de patrocínios e a reduzida premiação paga em competições de pista podem motivar o corredor a optar pelas provas de rua. ''As prova de ruas é que dão dinheiro, as de pista infelizmente não dão muito'', lamentou.


