Cléber vence o duelo com Edmundo
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segunda-feira, 15 de dezembro de 1997
Agência Estado 
Agência Estado
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Cléber: O Edmundo não é mais menino, é pai de família, tem de aprender que se
deve jogar bola e deixar essas coisas de ladoA pergunta que o zagueiro Cléber mais ouviu ao longo da semana foi: como parar Edmundo? Mais do que responder com palavras, o jogador mostrou na prática que o artilheiro do Campeonato Brasileiro não é infalível. Cléber anulou o atacante vascaíno e deixou os nervos de Edmundo explodirem. Irritado com a forte marcação, o vascaíno jogou a bola em Roque Júnior recebendo seu terceiro cartão amarelo. No final da partida, agrediu Cléber em uma disputa de bola. O zagueiro palmeirense deixou o campo com ares de vencedor.
Muito assediado pelos repórteres após a partida, Cléber aproveitou para dar uma bronca no seu ex-companheiro de clube. O Edmundo já devia ter aprendido, destacou. Ele não é mais menino, é pai de família, tem de aprender que se deve jogar bola e deixar essas coisas de lado, comentou. Como é que ele quer vencer na Itália se continua fazendo esse tipo de coisa?
Explorando seu porte físico, Cléber soube antecipar as bolas disputadas com Edmundo não deixando o adversário conseguir espaço para os dribles. No primeiro tempo, Edmundo perdeu as seis bolas que disputou com Cléber. A boa presença do zagueiro do Palmeiras irritou o atacante do Vasco que, logo no início da segunda etapa, se irritou com uma entrada de Roque Júnior, jogou a bola no adversário e levou o cartão amarelo que o tiraria da finalíssima de domingo.
Mas o desequilíbrio emocional de Edmundo o levou à expulsão no final da partida, agredindo justamente aquele que foi sua verdadeira sombra em campo. Não é a primeira vez que eu marco um grande jogador, comentou Cléber. Já joguei como lateral e anulei o Stoitchkov, já marquei o Paulo Futre da seleção portuguesa, estou acostumado com isso.
O jogador de 28 anos, que começou a carreira como ponta-esquerda do Atlético-MG mas foi transformado em zagueiro por causa do porte físico espera deixar o Rio com seu segundo título brasileiro no currículo. Ainda com a glória de ter vencido a batalha pessoal contra Edmundo.


