São Paulo - Cleber Santana não custou o mesmo que Luis Fabiano, nem foi tão festejado quanto o atacante. Mas o volante foi a contratação mais cara do São Paulo no ano passado.
Reforço que, hoje, nem parece mais fazer parte do elenco do time do Morumbi. Titular nas três primeiras partidas do ano, Cleber Santana perdeu a posição após a derrota por 1 a 0 para a Ponte Preta, em 22 de janeiro, e não retornou mais à equipe.
Com exceção do camisa 8, todos os outros volantes do grupo que iniciou a temporada com o técnico Paulo César Carpegiani foram utilizados desde então -Rodrigo Caio, recém-promovido aos profissionais, nem aparece ainda no site oficial do clube.
Quarta-feira, na derrota por 1 a 0 ante o Santa Cruz, no Arruda, pela Copa do Brasil, Cleber Santana não ficou nem no banco de reservas - já não havia sido relacionado contra o Corinthians, domingo.
Para ter metade dos direitos federativos do jogador, o São Paulo gastou R$ 3,5 milhões no começo da temporada passada - o recém-chegado Luis Fabiano custou cinco vezes mais. Seu salário é de R$ 200 mil mensais, valor alto para a folha do clube.
Para voltar ao time, o volante espera que Carpegiani coloque em prática as declarações de esse é o momento ideal para testes. Classificado para a fase final do Paulista, o time joga contra o Mirassol, domingo, em Barueri. Dagoberto, Rhodolfo e Ilsinho estão suspensos e serão os desfalques são-paulinos.
Sob controle
Depois de perder para o Santa Cruz por 1 a 0, o São Paulo terá de decidir na Arena Barueri uma vaga para a próxima fase da Copa do Brasil. Para se classificar, o Tricolor precisará vencer o time pernambucano por dois ou mais gols de diferença. ''Temos de tomar cuidado para não levar gols e quebrar a barreira deles o quanto antes. O que aconteceu em Recife é um acidente. Está tudo sob controle. Precisamos ir com espírito de Libertadores e espero que o torcedor possa lotar a Arena Barueri'', ressaltou Jean.

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