Embora não atendesse a uma contranotificação do Atlético Paranaense, que solicitava a sua volta ao time, e afirmasse que quer ficar no Coritiba, o atacante Cléber admitiu ontem a possibilidade de jogar pelo rubro-negro se essa for a única saída para ele voltar aos gramados. ‘‘Todo mundo sabe que eu quero jogar no Coritiba porque o clube comprou o meu passe e devo me submeter a ele. Mas, se as diretorias dos dois clubes decidirem ou a Justiça determinar, atuo normalmente no Atlético. O que eu não quero é ficar treinando sem saber se vou jogar ou não’’, afirmou o jogador.
Ele reconhece, no entanto, que é praticamente impossível um acordo entre os dirigentes de Atlético e Coritiba ‘‘por causa da rivalidade que existe entre os dois times’’.
Com isso, o atleta espera que seu procurador e advogado, Santiago Gerardi, e os advogados do Coritiba resolvam a situação, mesmo que seja na Justiça.
Ontem, o vice-presidente jurídico do Coritiba, Guido José Dobelli, disse que o clube está esperando alguns documentos da Espanha (relativos à transferência do passe do atleta do Mérida para o Coritiba), onde Cléber estava, para avaliar se é possível até entrar na Justiça do Trabalho para resolver o impasse. ‘‘Como ele tem uma relação de trabalho com o Atlético, pode ser que tentemos na Justiça do Trabalho a sua liberação’’, afirmou Gerardi.
O supervisor de futebol do alviverde, Roberto Silva, afirmou ontem, categoricamente, que Cléber vai defender o Coritiba. Silva disse que só vai dar os detalhes de como isso será possível depois que tiver a confirmação do registro do jogador na CBF, que, segundo ele, terá que resolver o problema.
O diretor do Departamento Jurídico da CBF, Carlos Eugênio, foi procurado ontem, por várias vezes, para dizer como ao CBF pode intervir na questão, mas não foi encontrado nem retornou os telefonemas.

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