Cléber e Flávio lideram a tabela de artilheiros
Marcos Freitas
Que o ataque é a melhor defesa todos sabem. Que os gols são a grande alegria do futebol também não é novidade. Então o que há de novo quando as redes balançam? A emoção. Única e renovadora a cada vez que um artilheiro marca o gol. Assim o futebol segue com os atacantes sempre algozes dos goleiros.
Os atuais artilheiros do Campeonato Paranaense são Cléber, do Coritiba, e Flávio, do Malutrom. Cada um deles fez oito gols até agora e lutam para manter seus nomes como os grandes goleadores do certame e ajudar seus clubes a chegarem às finais.
No Coritiba, a missão de dar alegrias à torcida fica por conta de Cléber e Sinval. Basílio, que está voltando depois de uma contusão, e Brandão, um dos maiores artilheiros do Coxa nos últimos anos, também podem ter chance de escrever seus nomes como goleadores do Paranaense. O centroavante voltou de Portugal, onde esteve emprestado para o Belenenses, e está com moral pois em oito jogos marcou sete gols. Mas Abel avisa: Antes terá que treinar e ganhar a posição. O ataque alviverde já marcou 30 gols em 13 partidas e é o segundo melhor ataque do campeonato.
No Malutrom o ataque é formado por Flávio, Rodrigo e Ademir. Todos estreantes na equipe caçula do campeonato. Juntos eles já marcaram 16 gols, enquanto a equipe do Malutrom balançou as redes dos adversários 26 vezes. O trio de atacantes às vezes ganha um reforço: Marcelo Tamandaré, que já marcou cinco gols neste campeonato, de vez em quando circula no ataque do time de São José dos Pinhias. No ano passado, Tamandaré jogou com Brasil, que hoje defende o Salgueiros de Portugal, e foi um dos grandes goleadores da segunda divisão.
O atacante Flávio diz que começou jogando no meio-de-campo e não tinha a intenção de ser atacante. Como era muito alto, o presidente do clube em que jogava ordenou que ele fosse para o ataque. A experiência deu certo e, hoje, ele acredita que foi o dedo de Deus que o tirou do meio levando-o para o ataque. Gosto de fazer gols e dar alegrias à torcida, conta.
Cléber foi a maior contratação alviverde nos últimos tempos. O Coxa desenbolsou R$ 2,5 milhões para ter seu futebol. Tanto dinheiro investido colocam muita responsabilidade nas costas do atacante. Mas para quem pensa que isso o deixa mal, engana-se. É assim que eu gosto de jogar, tendo que fazer gols, uma das paixões da minha vida.





