Julio Cesar Lima
e Ed Carlos Rocha
De Curitiba
O atacante Cléber (foto), do Coritiba, foi indiciado ontem na Justiça por ter agredido o auxiliar administrativo Paulo Roberto Martins, 22 anos, que trabalhou como gandula no jogo entre Atlético e Coritiba, no dia 26 de março, na Arena da Baixada, vencido pelo Rubro-Negro. Segundo o jogador, o gandula fazia gestos obscenos e provocava. ‘‘Era um momento delicado, logo após a derrota no último minuto’’, disse Cléber. Caso seja condenado, o atleta pode ser punido com três meses a um ano de prisão. Ontem à noite, o atacante disse não ter recebido ainda nenhuma notificação judicial.
Segundo o advogado de Martins, Adel El Taffe, a queixa-crime contra o jogador foi entregue ao Juizado Especial Criminal em Curitiba. Assim que receber a notificação, o jogador deverá comparecer ao Juizado para dar esclarecimentos. ‘‘A agressão que o Cléber fez provocou lesões no Paulo. As provas estão no exame de corpo de delito realizado em meu cliente.’’
Mas a situação pode se agravar para Cléber. ‘‘Como o Paulo Martins estava no exercício profissional, a pena pode ser ampliada em mais um ano’’, afirmou o advogado. Segundo ele, o auxiliar-administrativo também pode entrar com uma ação indenizatória por danos morais. ‘‘Logo após o incidente, meu cliente passou a ser alvo de gozações e brincadeiras porque as imagens da agressão foram transmitidas pela TV e reproduzidas nos jornais’’, diz Adel.
Ontem à tarde, enquanto fazia tratamento no joelho, o atacante defendeu-se. ‘‘Não fiz nada demais, apenas dei um empurrão, pois ele estava provocando. Lugar de palhaço é no circo e não dentro de um estádio.’’
Paulo Martins afirmou que apenas fazia sinais para alguns colegas que estavam no estádio. ‘‘Trabalhei normalmente e quando acabou o jogo fui à lateral acenar para alguns amigos, quando houve a agressão.’’
Problema de Cléber à parte, o Coritiba continua se preparando para a partida de sábado contra o Batel, em Guarapuava, a última na fase de classificação. O técnico Lori Sandri aproveita os treinamentos para fazer as últimas observações na equipe, antes da estréia na etapa final.
Já que não terá o lateral-direito Reginaldo, o zagueiro Flávio e o volante Veiga, suspensos pelo terceiro cartão amarelo, o treinador deverá colocar em campo o lateral Renatinho e os meias William e Ânderson. Marcel, que fez o gol de empate contra o Paraná no último domingo, também tem chances de iniciar como titular. O meia Leandro Tavares será poupado.
Quem ganha nova chance também é Luis Carlos, que está confirmado no lugar de Flávio. Segundo Lori, a idéia era utilizar logo no início o novato Alan, mas os planos mudaram. ‘‘O Luis só vinha atuando na lateral e precisamos dar ritmo de jogo a ele na zaga’’, comentou o treinador, ressaltando que a definição da equipe acontecerá no coletivo de amanhã à tarde no Couto Pereira.
Antes do fechamento desta edição, ainda não havia terminado a reunião do Conselho Deliberativo do Coritiba. Os conselheiros iriam decidir pela mudança do estatuto do clube, trocando o Conselho Diretor pelo Conselho Administrativo, que teria nove membros. Entre eles, um manager remunerado para cuidar do futebol do clube.

mockup