São Paulo, 12 (AE) - O que mais animou Claudinei Quirino, sábado, quando conquistou o título do Grand Prix de Munique, foi a marca de 19s89. "Quebrei o recorde brasileiro e sul-americano que, há dez anos, pertencia ao Róbson Caetano", afirma. "Mas, vencer o Maurice também foi legal". O corredor dedicou a conquista ao técnico, Jayme Netto Júnior, e disse que o atletismo brasileiro está passando por um bom momento, pois as empresas estão apoiando. "Depois do Róbson, Zeguinha e Joaquim Cruz, o esporte foi esquecido e só agora está voltando a ser reconhecido. "Hoje, o Maurice Greene mostra a língua para todo mundo menos pra mim", diz. "No Brasil, temos grande valor humano mas, infelizmente, ainda falta material."
Para o atleta, a vitória foi uma surpresa esperada já que, desde junho, ele está na Europa disputando meetings internacionais. "Antes da prova de sábado, eu tinha corrido duas provas com o Maurice e duas com o Michael Johnson, perdi todas, mas a cada uma delas sentia que estava chegando", diz. "Há uma semana, meu técnico tinha me avisado que eu poderia fazer a melhor marca de minha vida e não foi diferente."
Hoje pela manhã, ao chegar no Brasil, Claudinei disse que agora pretende descansar para, representando São Caetano, participar dos Jogos Abertos do Interior, mês que vem, em Araraquara. "Revanche só no ano 2000", afirmou. "Preciso treinar para a Olimpíada." Na bagagem, Claudinei trouxe a medalha de prata do Mundial de Sevilha, mas não a de ouro do Grand Prix. "Na pressa de voltar para o Brasil e rever minha namorada, Meire, não pude participar da premiação", explica. "A medalha chega em novembro, quando meus empresários vierem ao Brasil."
O urso de pelúcia, tradicionalmente entregue aos vencedores, que por um minuto foi parar nas mãos de Maurice Greene, também vieram para o Brasil. "Como chegamos juntos e ele é mais famoso
os organizadores entregaram as flores e o urso para ele", conta. "Quando fiquei sabendo que eu havia ganhado, fui lá e peguei tudo."

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