Claudemir Scalone
Claudemir Scalone
Excelência x decadência
A vinda do Centro de Excelência de Basquete para Londrina é o justo reconhecimento do governo do Estado ao belo trabalho executado pelo técnico Ênio Vecchi, à frente do Grêmio Londrinense, no Campeonato Nacional de Basquete. Um prêmio à dedicação de quase três anos dos jogadores e membros da comissão técnica do time londrinense, que só agora recebe aval do Estado.
O momento também é oportuno. O Grêmio cumpre uma boa campanha no Brasileiro e o ginásio Moringão detém o recorde de público do campeonato com 7.060 pagantes, que faz inveja ao glorioso Londrina Esporte Clube.
Além do trabalho de massificação do basquete no Paraná, a notícia importante foi suporte financeiro do Estado ao time de basquete de Londrina. Se o vôlei feminino do Rexona, em Curitiba, já estava amparado pelo governo estadual, seria injusto Londrina continuar bancando sozinha o seu time de basquete. Assim também como não é justo que o Maringá Telepar, que ficou de fora da fase decisiva da Superliga de Vôlei Masculino, não receba qualquer incentivo financeiro.
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Enquanto o prefeito Antônio Belinati comemora a estruturação do basquete na cidade, o futebol do Londrina vai definhando no Campeonato Paranaense. O Tubarão pode ser rebaixado justamente na administração do até então prefeito pé-quente, como costumou-se a apregoar parte da crônica esportiva de Londrina referindo-se aos títulos ganhos pelo clube nos Campeonatos Paranaenses de 1981 e 1992 quando Belinati governava a cidade.
Não defendo aqui que a prefeitura injete dinheiro no Tubarão. Mas acredito que Belinati pode negociar junto aos empresários uma ajuda ao Londrina. O clube passa por um momento tão crítico que todas as diferenças pessoais devem ser superadas. No ano passado, havia o famigerado torneio da morte para salvar o clube da segunda divisão. Este ano, se não houver virada de mesa, os dois últimos colocados serão rebaixados. Então, só o apoio maciço da cidade poderá livrar o Tubarão da total decadência.
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O Londrina dá hoje sequência à sua sina de derrotas no Paranaense enfrentando o Atlético, em Curitiba. Mal das pernas, o Tubarão corre risco de ser goleado. Nunca o rubro-negro foi tão favorito. Dando uma olhada nos arquivos da Folha constatei que o Atlético não perde para times do interior desde o Estadual de 95 quando foi derrotado justamente pelo Londrina por 1 a 0, no dia 25 de junho, no Estádio do Café. Será que pinta hoje uma zebra na loteria para cima do rubro-negro?





