Claudemir Scalone
Acorda, Zagallo!
O técnico Zagallo é mestre em arranjar desculpas sempre que perde um jogo para uma seleção menos cotada no cenário mundial do futebol ou vai mal num torneio no qual a Seleção Brasileira é favorita. Na Copa Ouro não está sendo diferente. A histórica derrota para os Estados Unidos, Zagallo encontrou um novo jeito de encarar o revés. Inventou a quase vitória, ao lamentar as várias chances de gols perdidas por Romário.
Mas fracasso na Copa Ouro não é motivo para desespero. Foi até bom, pois serviu para alertar Zagallo e os jogadores que sem futebol e amor à camisa não se vence uma competição. Humildade e respeito aos adversários deve ser a primeira lição a ser aprendida pela seleção. A Copa da França será tão dura quanto foi a Copa dos Estados Unidos. Se sofremos com aquele futebol econômico em termos de gol e arte, poderemos ter mais sofrimento com uma equipe prepotente e sem padrão de jogo.
Élber O atacante Élber terá amanhã, contra a Jamaica, a grande chance para tentar carimbar o passaporte para a Copa da França. Desprezado longo tempo por Zagallo, Élber acabou conquistando a confiança do técnico em pouco tempo em que defendeu a equipe. Em menos de 90 minutos - fez três pontinhas contra a Guatemala, El Salvador e Estados Unidos - marcou dois gols. Convocado como mero coadjuvante de Romário e Edmundo, o jogador revelado pelo Londrina vai roubando a cena do filme cujo mocinho deveria ser o baiano Bebeto, do Botafogo.
Melancólico A equipe de vôlei do Banestado/Aguativa vai se despedindo da Superliga Feminina 97/98 com um resultado melancólico. A saída da técnica Farid Beraldo não mudou o panorama do time na competição. Aliás, a situação de Farid é bem parecida com a vivida pelo treinador de futebol, Canhoto, demitido do Londrina. Ambos pegaram times limitados tecnicamente e de baixo custo e não poderiam fazer milagres.
É preciso repensar a situação do vôlei em Londrina. Não é bom nem para a cidade nem para as jogadoras continuar sendo saco de pancadas da Superliga. A saída, talvez, seria repassar o dinheiro investido pela prefeitura no vôlei feminino para o basquete masculino.
Com um pouco mais de investimento, o time do Ênio Vecchi estaria brigando pela liderança do Campeonato Nacional de Basquete e o ginásio Moringão, que já recebe a melhor média de público da competição, certamente seria pequeno para abrigar o torcedor.





