Claudemir Scalone
Claudemir Scalone
Demissão anunciada
A saída precoce do técnico Canhoto da direção técnica do Londrina já era prevista desde que o seu nome foi ventilado para assumir a equipe. Digo precoce, porque o tempo de trabalho foi muito curto e nenhum treinador consegue ajeitar um time desmantelado em tão pouco tempo. Canhoto é o menos culpado desta situação vexatória do Tubarão.
Talvez, sua extrema sinceridade tenha causado a sua queda. Pagou pelo que falou, ou seja, que o time é fraco e o máximo que vai fazer é lutar para não ser rebaixado. Fato que está se tornando rotineiro na vida do clube. Nos dois últimos campeonatos, a equipe londrinense amargou a nona colocação e, em 97, teve de lutar para não cair à segundona.
A culpa maior pela situação do time cabe aos dirigentes. A Sociedade dos Amigos do Londrina que surgiu para pôr um fim nas sucessivas crises do clube parece esfacelada. Está resumida a apenas três ou quatro diretores. Pior, a maioria dos seus projetos caiu por terra.
Nem o decantado sócio-torcedor, que no Coritiba é sucesso, decolou por aqui. Ficou no discurso. Discurso, aliás, que cansa o torcedor e deixa pouca esperança de que um dia o Tubarão volte a disputar a primeira divisão do Brasileiro. Parece que a sina do torcedor londrinense será viver das glórias do passado e ficar relembrando a brilhante e já amarelada campanha do time no Nacional de 1977.
Acredito que a prefeitura está correta ao não repassar dinheiro ao Londrina. Mas ela tem o dever de obter apoio do empresariado para injetar no clube. As empresas que estão se instalando na cidade poderiam contribuir. Afinal, vão se instalar aqui com uma série de benefícios. A ajuda delas seria uma medida simpática e uma boa maneira de ir criando laços com a comunidade.
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De fiasco em fiasco, a Seleção Brasileira cumpre amanhã seu último jogo na Copa Ouro contra o fraquíssimo time de El Salvador. Depois dos empates contra Jamaica e Guatemala, nada mais surpreenderá o torcedor brasileiro. Pior do que a falta de força (e futebol, principalmente) foi a recaída de Júnior Baiano contra a Jamaica. Mas incrível, o disciplinador Zagallo (tava com a cara do ET no jogo contra a Guatemala parecendo balbuciar ET minha casa, diante de tamanha pelada) perdoou o zagueiro. Só falta mesmo Edmundo esmurrar algum jogador de El Salvador e o técnico fingir que não viu.
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Tal qual a demissão de Canhoto no Londrina, o vôlei feminino do Banestado/Aguativa parece fadado ao rebaixamento. É triste ver a disparidade técnica e financeira dos demais times em relação à equipe londrinense. Sem a mesma verba de patrocínio do primo rico Rexona, bancado pelo governo do Paraná, as meninas do Banestado têm jogado com muita garra. Hoje, quem sabe, o time quebra o jejum e vence o Joinville.





