Fim de ano é época de previsões. Videntes, pais-de-santo, numerólogos, astrólogos, futurólogos e outros ‘‘ólogos’’ já devem ter os seus ‘‘favoritos’’ no futebol em 1998. Afinal, em ano de Copa do Mundo todos querem dar palpite e acertar quem será o campeão mundial de futebol. Decidi antecipar o que os futurólogos estarão dizendo nos programas de TV nestes próximos dias.
A maioria apontará o Brasil como o futuro pentacampeão. Outros, indicarão um ou outro senão que poderá atrapalhar o caminho do título da Seleção Brasileira. Darão conselhos para Zagallo, Dunga, Romário ou Ronaldinho afastarem os maus fluidos.
Uns poucos dirão que 98 não será o ano de Zagallo. Supersticioso, o técnico se deu bem em 94 porque a soma de nove mais quatro é igual a treze (seu número de sorte). Mas, agora, a somatória de 98 dá dezessete. Portanto, o brasileiro pode ir escolhendo outro time para torcer.
Quem sabe a simpática Nigéria ou outras seleções que têm brasileiros em suas fileiras. O Paraguai, de Paulo Cesar Carpegiani; o Irã, de Badu Vieira; a Arábia Saudita, do tetracampeão Carlos Alberto Parreira; o Japão, do jogador Wagner; a Bélgica, de Oliverra; ou a animada Jamaica, de René Simões.
Os campeonatos estaduais também serão alvo das previsões. No Rio, é claro, os futurólogos dirão que o Vasco será campeão. Tarefa facilitada porque Flamengo, Fluminense e Botafogo prometem boicotar o Carioca. Em São Paulo, o título ficará entre Palmeiras e Corinthians.
No Paraná, Coritiba e Atlético disputarão ponto a ponto as fases intermediárias. Na etapa final, o Paraná Clube ressurge e conquista o hexacampeonato, repetindo o feito do Coritiba na década de 70. O Londrina ficará na fila outra vez.
No Rio Grande do Sul, o Grêmio continua sua fase de declínio e o Inter ganha o campeonato. Em Minas, o Cruzeiro se dá bem nas copas sul-americanas e o Galo fica com o título local.
A Copa do Brasil deve ficar com o Palmeiras de Luiz Felipe Scolari, técnico copeiro que gosta de competições decididas em tiros curtos. O Brasileirão terá outra virada de mesa. Desta vez, os grandes clubes fundam a Liga Nacional e salvam Fluminense e Bahia da segundona. A decisão do título nacional será como a deste ano: um time carioca será campeão em cima de um paulista.
Espero que o leitor não tenha se ofendido com a brincadeira na minha última coluna do ano. A partir da próxima semana estarei de férias. Desejo que em 98 o torcedor não tenha que se aborrecer com notícias sobre suborno, viradas de mesas e outros escândalos comuns ao futebol brasileiro. Mas que o talento do craque se sobreponha à violência dos zagueiros e às artimanhas dos cartolas.

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