Claudemir Scalone
Claudemir Scalone
Pinta de campeão
Vasco e Palmeiras podem ficar mais próximos da final do Brasileirão na rodada desta noite. Se o alvinegro carioca derrotar a Portuguesa, no Morumbi, deixará sua caravela na bica do ancoradouro. O Palmeiras, que amanhã encara o Atlético-MG em rinha paulista, ficará em posição privilegiada se Inter e Santos não forem além de um empate. Dos dois prováveis finalistas, o Palmeiras é o que mais mostra pegada para levantar o título.
Praticando o chamado futebol de resultados, o Palmeiras de Luiz Felipe Scolari está contando com sorte além da conta. Enquanto seus adversários não encontram o caminho do gol - ora esbarram no goleiro Velloso, ora falham na pontaria -, o alviverde paulista encaçapa na primeira oportunidade. Apesar de não ostentar um futebol como o do Grêmio de Felipão, o Palmeiras dosa a voluntariedade, de Cléber e Rogério, com a técnica de Zinho e Alex (este ainda apagado na semifinal), o oportunismo de Viola e a velocidade de Euller.
Está nos pés dos jogadores de Flamengo, Lusa, Santos e Inter - para mim o Atlético parece fadado a morrer na praia mais uma vez - a responsabilidade de evitar que os finalistas sejam definidos precocemente.
A novela envolvendo a Sociedade dos Amigos do Londrina (SAL) e os credores do Tubarão finalmente mudou de capítulo. Ninguém suportava mais as intermináveis reuniões e as ameaças da SAL de não continuar à frente do Londrina se todos os credores não aderissem ao acordo. Definida a situação, os dirigentes devem agora voltar-se a um trabalho mais sólido, sem afogadilhos como foi a participação da SAL até agora. A entidade teve sempre pouco tempo para projetar e levar a cabo seus planos.
Agora, pode planejar um trabalho a longo prazo e explorar todas as potencialidades do Londrina. A idéia do sócio-torcedor já é um passo. Os dirigentes deveriam ainda patentear a marca Londrina Esporte Clube e vender os mais variados produtos (cadernos, bolas, camisas, canetas, entre outros) em sua loja. Mais: tornar o LEC uma S&A como apregoa a lei Pelé e, assim, colocar o Tubarão na rota dos grandes clubes do País.
Enquanto alguns súditos brasileiros teimam em desrespeitar o rei Pelé, quinhentas mil pessoas de todo o mundo elegeram o maior jogador de todos os tempos para o ocupar o Hall da Fama Internacional de Futebol que está sendo construído em Manchester, na Inglaterra. Já agraciado como o Atleta do Século, Pelé está perto ainda de libertar os jogadores brasileiros da escravidão do passe. Só falta os deputados completarem a tabelinha com o rei e aprovarem a lei Pelé.





