Claudemir Scalone

A ‘bobeira’ de Rogério
Sem poder contar com Taffarel e Carlos Germano que estão nas semifinais do Brasileiro, o técnico Zagallo foi obrigado a abrir espaço para outros goleiros na seleção. O treinador já anunciou que no torneio da Arábia Saudita, em dezembro, deve utilizar Rogério, do São Paulo, e Dida, do Cruzeiro, como opções para o gol da Seleção Brasileira.
Até Zagalo se pronunciar, Rogério vinha tendo atuação destacada no seu clube. Mas anteontem o goleiro parecia um estreante na derrota (3 a 1) do São Paulo para o Vitória, em Campo Grande (MS), naquele torneio caça níquel. Ele falhou no primeiro gol do Vitória e mostrou-se inseguro em outros lances. Será que a chance anunciada na seleção teria influenciado o jogador? Claro que todo goleiro tem lá o seu dia ruim, mas falhar seguidamente num simples amistoso é preocupante.
Creio que a maioria da torcida brasileira não sente firmeza em Taffarel (Atlético-MG) e Carlos Germano (Vasco), os preferidos de Zagallo. Falhar justamente agora quando os dodóis do técnico não podem ser usados pode custar caro a Rogério. Outros goleiros já experimentaram o desagradável ‘‘boicote’’ do treinador.
Dida (Cruzeiro) e Danrlei (Grêmio) tiveram atuação irregular na seleção e não foram mais chamados por Zagalo. Ronaldo, do Corinthians, acusado de desagregador foi mal num amistoso na Europa e também acabou descartado. O Velloso, do Palmeiras, passou por grande fase no ano passado e teve sua convocação recomendada pela imprensa, mas acabou se contundindo. Daí, aconteceu o incrível: Zagallo chamou Marcos, o reserva de Velloso, que mal assumira o posto de titular do Palmeiras.
Tomara que instabilidade de Rogério tenha sido apenas os seus cinco minutos de bobeira e ele mostre que pode ser uma alternativa ao gol da seleção. Senão, teremos muito sofrimento com aqueles gols bobos que o Taffarel vem tomando em jogos decisivos.
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Semana passada comentei sobre o peso da tradição dos clubes na fase decisiva do Campeonato Brasileiro. Flamengo e Palmeiras, que detêm cada um quatro títulos oficiais do Brasileirão, provaram na primeira rodada das semifinais ter espírito de chegada. Ambos venceram seus adversários, Portuguesa e Internacional, por placar apertado e sem convencer a maioria dos críticos e torcedores. Amanhã, dos dois times têm clássicos regionais contra Vasco e Santos. Se vencerem, darão passo importante para chegar à final.

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