Claudemir Scalone

Solução para sobreviver
A idéia dos dirigentes da Sociedade dos Amigos do Londrina (SAL) de chamar os credores do Tubarão para tentar um acordo dá um pouco de esperança ao torcedor londrinense de que o clube não vá desaparecer. As notícias dos últimos dias foram preocupantes. Falava-se até em fundar outro time para ocupar a vaga do Londrina, como se isto fosse a solução ideal. Poderia ser do ponto de vista da manutenção do futebol profissional na cidade, mas seria moralmente inaceitável tal situação. Pelo menos agora, a SAL deixa de ameaças e apresenta uma proposta digna de quem quer tratar o futebol com profissionalismo.
Convém lembrar que a SAL vem tendo a colaboração do poder público, tanto da Câmara como do prefeito Antonio Belinati. Em setembro, os vereadores aprovaram o repasse de R$ 118 mil para a entidade custear o departamento amador do clube. Esta verba era apenas parte do total de R$ 390 mil prometidos por Belinati à SAL, quando o grupo assumiu o time no Torneio da Morte do Campeonato Paranaense no primeiro semestre deste ano. O torcedor também fez a parte dele e comprou os kits para a Série B do Brasileiro.
Então, era preciso que a SAL desse uma resposta à altura de todo o apoio recebido e encarasse esse monstro de ações trabalhistas como o está fazendo agora. Acredito que a entidade conquistou mais pontos junto à torcida e, certamente, terá respaldo em futuras promoções.
Claro que um ou outro credor pode dar mais trabalho na hora do acerto, mas é melhor ter a garantia de que vai receber alguma coisa se o trabalho da SAL seguir em frente do que ficar a ver navios se ninguém aceitar dirigir o clube daqui em diante.
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A série de entrevistas da Folha - feitas por Flávio Campos - com ex-dirigentes do Londrina vem levantando aspectos importantes da história do clube. Percebe-se que há muito jogo de esconde-esconde nas entrelinhas. É preciso mesmo sacudir a poeira e ver onde começa o estopim dessa bomba que está implodindo o clube. Antes mesmo que se peça ou faça qualquer auditoria, os ex-dirigentes que realmente lutaram pelo Londrina e o amam de verdade deveriam se manifestar. Quem teve o deslize de se aproveitar do nome do clube merece ser desmascarado.
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Os cartolas parecem ter vencido a primeira batalha da Lei Pelé com a retirada do regime de urgência da votação do anteprojeto que modifica a lei do passe e obriga os clubes a virarem empresas. Menos mal que o craque Pelé soube dialogar e conduzir o processo que pode tirar o futebol brasileiro das trevas. Só espero que os deputados federais não protelem ou dêem carências absurdas para a extinção da lei do passe, um dos resquícios do escravagismo no Brasil.

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