Momento de reflexão
A eliminação do Londrina da Série B do Brasileiro não trouxe as previsões catastróficas que alguns cronistas esportivos de Londrina estavam prevendo.
Os dirigentes da Sociedade dos Amigos do Londrina (SAL) não abandonaram o projeto de dar sustentação ao clube com a reorganização do trabalho nas categorias de base. Ao contrário. Minutos após a ‘‘derrota’’ para o Náutico, o presidente da SAL, Marcos Alexandre, mesmo abalado com o revés, anunciava a continuidade do trabalho visando o campeonato paranaense e a Série B de 1998.
A decisão sensata do dirigente decepcionou os agourentos, que se alimentam do boato e fazem dos escândalos o prato predileto para conseguir sair do traço zero do ibope ou vender uns poucos jornais. Não é por aí. Alguns deles tiveram que enfrentar a ira do torcedor no Estádio do Café na terça-feira. Atitude também condenável. O torcedor tem que saber discernir o crítico do boateiro. Deve respeitar a opinião do crítico e desprezar o boateiro, que acabará isolado se não for notado.
Acredito que não é hora para se achar culpados pela desclassificação do Londrina da Série B. O editor de esportes da Folha, Marcos Gouvea, sintetizou muito bem em seu artigo de quinta-feira (‘‘A derrota é órf㒒) toda a questão sobre a partida, do futuro do clube, do comportamento dos dirigentes e cronistas esportivos. O momento é de refletir, de tirar lições da derrota.
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Somente com a firmeza de decisões como esta da SAL de não esmorecer ao primeiro tropeço, é o que torcedor vai poder confiar na seriedade dos dirigentes e voltar ao estádio. A SAL precisa criar meios de capitalizar essa reconquista do torcedor. Nos quatro primeiros jogos da Série B, o Londrina teve média de 8.151 torcedores pagantes por partida. A média caiu para 6.826 com a inclusão dos dois confrontos diante do Náutico. Claro, sabemos que o borderô oficial não bateu com o público presente ao estádio, mas aí já é outra história. O importante foi essa mexida com a torcida.
A brilhante idéia da venda dos kits Lecmania teve o mérito de vestir o torcedor com a camisa do clube e levá-lo ao estádio. A torcida não é ainda tão fanática e numerosa quanto à do Atlético Paranaense, por exemplo, mas pode aprender a amar o Londrina e empurrá-lo do primeiro ao último minuto de uma partida. Basta incentivá-la e cativá-la com a montagem de um bom time no Paranaense.
A SAL deve ainda investir nos jovens e na marca Londrina. Patentear e vender produtos do Tubarão e tirar daí uma fonte de renda. Fazer da sua loja na Higienópolis o QG do clube. Manter um canal de comunicação com o torcedor, ouvindo e aceitando sugestões.

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