Claudemir Scalone


Momento de apoio
O Londrina tenta amanhã, no Estádio do Café, reverter a vantagem do Náutico no playoff da Série B do Brasileiro. O apoio, não só a presença, do torcedor será fundamental. No Recife, a torcida empurrou o clube pernambucano o jogo todo, mesmo no momento mais crítico da partida em que o Londrina vencia por 1 a 0. Aqui, já sabemos como é o comportamento do torcedor (pelo menos da maioria indiferente ao Tubarão). Se está vencendo tudo bem. Se sofre um gol, começam as vaias e as ofensas para dirigentes, jogadores, técnico e até para os radialistas.
Se o torcedor consciente quer mesmo a volta do Londrina à Série A, é hora de mudar a postura em relação ao time. Nesta altura do campeonato, não interessa se a equipe ‘‘faz bonito’’ ou não. O que importa é superar este obstáculo e chegar à fase semifinal. Para isto, o Londrina precisa ganhar ou empatar amanhã e forçar o terceiro jogo na terça-feira. O Náutico pode tanto garantir a vaga amanhã caso vença ou com mais dois empates.
A tarefa do Londrina será árdua. Somente a garra dos jogadores e o apoio da torcida podem ajudar a equipe a superar o Náutico.
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A violência dos bailes funks do Rio parece ter contagiado toda a cidade. Semana passada, a ‘‘Cidade Maravilhosa’’ voltou à era primitiva e celebrou a mais pura selvageria. Sobraram rojões e tapas entre torcedores de Flamengo e Botafogo no jogo das duas equipes pelo basquete carioca. No remo, rolaram mais sopapos entre os eternos rivais Vasco e Flamengo. Desesperados, torcedores do Fluminense, que perdeu de 4 a 2 para o América-RN, tentaram agredir o atacante Nélio e o goleiro Wellerson. E pra fechar o vexame, a pancadaria correu solta entre o público num campeonato de Jiu-jitsu.
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Geralmente, as maiores injustiças com relação à sabotagem na quebra das regras dos campeonatos acontecem no futebol. E não é que a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) assumiu a postura da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) em adotar privilégios a seus protegidos.
É caso da equipe da Rexona, de Curitiba, treinada por Bernardinho, técnico da seleção brasileira de vôlei feminino. Montada há menos de um ano, a equipe deveria participar de uma seletiva nacional para disputar a Superliga 97/98. Deveria, mas não vai. Foi alçada pela CBV à primeira divisão em detrimento de outras equipes que participaram do campeonato de 96/97, como é o caso do time Associação Banestado/Ametur (ex-Country), de Londrina.
Tudo bem que a equipe londrinense cumpriu fraca campanha e foi rebaixada, tendo portanto de disputar a seletiva deste ano. Só não dá para aceitar esse protecionismo à Rexona. Esperava-se que a CVB adotasse critérios de seleção mais justos em seus campeonatos para não ser comparada à CBF.

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