Claudemir Scalone
Londrina está prestes a ficar sem o seu time de basquete na Liga Nacional. A desistência da empresa Grande Londrina em patrocinar a equipe do Grêmio Londrinense vai deixar, com certeza, milhares de órfãos que se acostumaram a ir ao ginásio Moringão vibrar com as cestas e enterradas do time comandado por Enio Vecchi. Nem todo o retorno de marketing na mídia nacional foi capaz de sensibilizar os empresários.
O torcedor aprendeu a gostar do basquete colocando o Grêmio com uma das melhores médias de público da Liga Nacional. No período de agosto de 96 a maio deste ano, o Moringão recebeu muito mais público - cerca de 2,5 mil pessoas por jogo - do que o VGD ou o estádio do Café, onde o Londrina agonizava com seu paupérrimo futebol.
Com pouco tempo de vida na cidade, o basquete ficou entre os oito melhores times do Brasil com vitórias memoráveis, como aquela sobre o Franca/Cougar pelo playoff da Liga no início deste ano.
Incrível como uma cidade do porte de Londrina não consiga manter, ao mesmo tempo, uma equipe de basquete, um clube de futebol e um time de vôlei feminino. Enquanto o futebol parece ter conseguido estruturar-se com a criação da Sociedade Amigos do Londrina, o basquete e o vôlei, de bases amadoras, beiram à extinção.
O vôlei, penúltimo colocado da Liga Nacional, teve de mudar de clube para poder sobreviver - trocou o Londrina Country Clube pela Associação Banestado. Até quando resistirá não se sabe. Agora, é o basquete que pede socorro.
Acho que a prefeitura já fez o seu papel injetando dinheiro no futebol, no basquete e no vôlei. Agora, é hora de o poder público se preocupar com esportes menos assistidos, como o atletismo, por exemplo. Bom seria que o prefeito Antonio Belinati e o seu vice Alex Canziani voltassem as atenções para o esporte amador da cidade com a mesma volúpia com que tentam atrair indústrias para a cidade.
Acredito que ao conceder uma série de benefícios aos empresários que aqui instalam suas indústrias, a prefeitura deveria impor uma cláusula de apoio ao esporte. Seria uma forma de os empresários retribuírem o lucro que vão obter com a isenção de impostos. De quebra, ganhariam a simpatia dos esportistas da cidade.
-Com a classificação do Londrina praticamente sacramentada na segunda fase da Série B, o técnico José Carlos Serrão terá a chance de aprimorar o seu esquema tático 3-5-2 - à la Vadão, técnico do Mogi Mirim -, amanhã, contra o XV de Piracicaba, no Estádio do Café. Apesar da má posição, o XV vai ser outro osso duro de se roer. É a chance de dar o troco da derrota lá em Piracicaba.





