Claudemir Scalone
CLAUDEMIR SCALONE
Fim da mamata
A feroz investida da Receita Federal no futebol pode acabar com a mamata de muitos dirigentes e jogadores. A cada dia a imprensa divulga somas milionárias das transações envolvendo os craques brasileiros e os polpudos salários que embolsam. Mas na hora da declaração de renda, da qual a maioria dos cidadãos não tem escapatória, alguns atletas e dirigentes burlam o fisco.
Alguns craques foram pinçados de bairros pobres onde miséria e violência imperam e a possibilidade de ascensão social é quase nula. Só não o é totalmente, graças ao futebol que lhes proporciona meteórica subida na escala social. É no futebol que este trabalho de resgate da cidadania do indivíduo é ainda possível. Mas daí a tolerar sonegação...
Não estou falando aqui da imensa maioria dos jogadores do País. Dados da Confederação Brasileira de Futebol apontam que apenas 79% dos cerca de 8 mil atletas registrados profissionalmente na entidade recebem - com atraso - até dois salários mínimos. E aqueles que têm sonegado informações à Receita estão justamente entre os 9% dos craques que faturam mais de R$ 50 mil mensais.
Mesmo que alguém aponte que muitos empresários arranjam meios escusos para enganar o fisco, não serve de justificativa para que os jogadores também o façam. Se queremos ter um País correto, no primeiro mundo como prega o presidente FHC, não podemos ser coniventes com exceções à regra. Fim aos privilégios dos marajás do futebol!
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A marcante vitória do Londrina sobre o Joinville, na quarta-feira, deu à equipe uma excelente chance de garantir com antecedência uma das três vagas do Grupo E à próxima etapa da Série B. Há muito tempo que o Tubarão não arranca tão bem numa competição.
A equipe, comandada pelo técnico uruguaio Sérgio Ramirez, está unindo o que é fundamental para o sucesso de um time numa competição. Possui um grupo homogêneo de jogadores experientes mesclados com jovens, alguns com boa capacidade técnica e o principal no jargão dos boleiros: parecem estar unidos no ideal de levar o Tubarão o mais longe possível na Série B.
É claro que nada está ganho ainda. Depois de duas vitórias seguidas, a cobrança ao time é maior. O jogo contra o XV de Piracicaba, segunda-feira, será o mais difícil. O XV já cumpriu três partidas e só tem um ponto. Não podendo mais perder, se atirará pra cima do Londrina. Estará dando chance para Ramirez exercitar sua capacidade tática. Depois da cautela (diante do Mogi Mirim) e da ousadia (frente ao Joinville), qual estratégia Ramirez reservou para o XV?





