Claudemir Scalone
A fraca exibição do Londrina no amistoso de terça-feira contra o Corinthians serve de alerta para o técnico Ramirez e os dirigentes do clube. O time precisa de reforços. O ataque é o ponto mais vulnerável. Marcelo Araxá ficou isolado no ataque entre os beques corintianos. Em 96, o Tubarão deixou escapar a classificação à Série A justamente por falta de atacantes.
Outro ponto crítico do time é a saída de bola no meio-campo. Edilson e Evandro são os jogadores menos indicados para executar a função. Ambos são bons no combate e no desarme, mas erram muito na hora do passe.
Cabe a atenuante de que os jogadores ainda estão fora de forma e mal se conheceram. Duas semanas é um período curto demais para se entrosar qualquer equipe. Mas não se pode admitir que um time de profissionais experientes cometa erros de marcação infantis, como em quatro dos cinco gols marcados pelo Corinthians.
A Série B promete ser superdisputada. O investimento das TVs, com pagamento de cotas aos clubes e transmissão dos jogos, valorizou a competição. A parada vai ser dura. A começar pelo perigoso Mogi Mirim do estrategista Osvaldo Alvarez, o Vadão.
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q Coisa engraçada o futebol. Em todo final de temporada, o zagueiro João Neves e o volante Edilson aparecem na lista de dispensas do Londrina. Mas é só a coisa apertar e os dois acabam jogando como titulares. Qual o segredo? Dotados de pouca técnica, ambos esbanjam disposição quando vestem a camisa azul e branco do Londrina. Daí, a empatia com o torcedor.
q Por falar em azul e branco, alguém ainda lembra qual é o tradicional uniforme do Tubarão? A cada troca de diretoria muda-se o uniforme. Depois do horroroso Tubarão estampado na camisa me 96, inventaram agora vestir o time com um ridículo calção preto.
q Até que enfim, o técnico Zagalo acordou. Chamou o atacante Sonny Anderson que fez sucesso no futebol europeu atuando pelo Mônaco, da França, e que agora vai defender o Barcelona, ex-time de Ronaldinho e Romário.
q Quando é que o técnico Zagalo vai reconhecer a eficiência dos goleiros André, do Inter, e Rogério Ceni, do São Paulo, que estão jogando um bolão?
q A memória do torcedor é frágil. Bastou o atacante Dodô, do São Paulo, marcar gols em profusão para apagar os feitos do baixinho Romário com a camisa da seleção brasileira. Romário pode ter vários defeitos, mas dentro da área continua sendo incomparável.





