Claudemir Scalone
Cheiro de virada
E o Campeonato Brasileiro de Futebol da virada de mesa começa hoje com dois jogos (Grêmio x São Paulo e Palmeiras x Fluminense). É difícil prever quem deverá chegar ao título ao final do ano. Ou se o Atlético Paranaense vai repetir a campanha do ano passado. Mas é fácil prever que se algum dos chamados grandes clubes ficar entre os quatro últimos colocados não será rebaixado à Série B. Já tem dirigente preparado para entoar o coro: vira, vira, virou... Ou alguém ainda acredita em regulamento da CBF?---
O assunto da semana foi a mordida que Mike Tyson deu na orelha de Evander Holyfield na decisão do título mundial dos pesos pesados da Associação Mundial de Boxe, no último sábado. Logo crucificaram Tyson por seu passado. Lembraram que o bad boy curtiu um bom tempo na cadeia sob acusação de um mal explicado caso de estupro a uma candidata num concurso de miss.
Na segunda-feira, uma reportagem no jornal Folha de S.Paulo trouxe a informação de que o próprio Holyfield, apesar do santo no nome - explico: traduzindo seu sobrenome ao pé a letra teremos holy (santo) e field (campo) - não tem nada de santinho.
Em 1980, no início da carreira, aos 17 anos, o nada bom-moço Holyfield cuspiu o protetor bucal e tascou uma mordida no ombro direito de Telum Winters, num combate entre ambos na Georgia. Winters venceu a luta no terceiro assalto e Holyfield, que agora pede severa punição a Tyson, sequer foi punido.
Neste filme entre Tyson e Holyfield não existe mocinho. Tyson é acusado de golpe baixo ao usar os dentes para se defender. Analistas do esporte e renomados boxeadores como George Foremam acusam Holyfield de ter utilizado a cabeça para derrotar Tyson no ano passado. Aliás, foi justamente outra cabeçada no supercílio de Tyson o estopim que levou o ex-campeão mundial a morder o oponente.
Teve quem gostou do episódio, não há duvida. Mas é bom lembrar que todo esporte tem sua regra e é preciso segui-la (cuidado! A Confederação Brasileira de Futebol não serve de exemplo). Senão, daqui a pouco um lutador que se sentir prejudicado sacará um revólver escondido no calção e apagará o adversário como nos duelos do Velho Oeste.
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Pegou mal a baixaria da equipe do juvenil do Londrina no jogo de anteontem contra o Coritiba, pela Copa Paraná Sub-16. Num momento em que o clube tenta se estruturar para buscar uma vaga na Série A, a mídia nacional (Rede Globo) destacou a agressão dos londrinenses ao árbitro da partida e aos jogadores do Coritiba. O possível erro do árbitro não justifica tanta violência.





