A privatização tem sido a palavra de ordem dos governos federal e estaduais para se livrar do pesado ônus das empresas estatais. Até algumas consideradas ‘‘estratégicas’’ têm entrado na onda privatizadora. Em Londrina, os vereadores parecem ter optado por outro caminho indo na contramão da história. O repasse de verba de R$ 118 mil (o total chegaria a R$ 390 mil) à Sociedade Amigos do Londrina (SAL), que assumiu o controle do Londrina Esporte Clube, ilustra bem a situação. Não estaria a Câmara de vereadores estatizando o Londrina?
O futebol, deve ser ressaltado, ajuda a divulgar a cidade. É uma forma de lazer e entretenimento importante para toda a região. Todos gostaríamos de ver o Tubarão jogando contra Palmeiras, Corinthians, Flamengo e outros grandes clubes. Para isto, é preciso armar um bom time para ganhar a Série B. O que realmente custa caro.
Pensava-se que a SAL andaria com suas próprias pernas. Buscando soluções na iniciativa privada, via patrocinadores fortes - como a Bombril -, ficando livre da ajuda da prefeitura. Não me parece correto o município onerar seu caixa com o futebol, enquanto creches e hospitais passam dificuldades por falta de verba. Com certeza, os vereadores poderiam obter outra forma de apoio ao Londrina concedendo benefícios fiscais às empresas que auxiliassem o futebol (e também o vôlei, o basquete, o fustal...).
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E o tal campeonatozinho de 26 clubes do Ricardo Teixeira (aquele que prometia uma divisão enxuta a cada ano até se chegar a 16 clubes - ideal para um campeonato descente de turno e returno)? Pois não é que os cariocas - pra variar olha eles aí de novo no pedaço - querem adiar seus jogos de estréia devido à final de um torneiozinho armado pelo Caixa d’Água (Eduardo Viana, presidente da Federação Carioca). Nada surpreendente, no meio de gente sem caráter, ética e vergonha na cara.
E tem mais. Enquanto a competição estiver rolando, 11 clubes estarão excursionando deixando a torcida na mão. As equipes da panelinha do Clube dos 13 serão rebaixadas se por acaso ficarem entre as quatro últimas colocadas? E o torcedor ainda confia neste campeonato a ponto de aplicar seu suado dinheiro indo aos estádios? Vai vestir a carapuça de trouxa?
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Depois de pegar uma série de ‘‘galinhas mortas’’ (a última foi a equipe do Peru), a seleção de Zagalo faz amanhã seu principal teste na Copa América: encara a Bolívia na altidude de La Paz. É hora de conferir se o Brasil já tem mesmo o modelo ideal para a Copa da França (como diz Zagalo) ou se vai culpar a altitude por uma eventual derrota.

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