Santos - Xingado, à beira de outra desclassificação e ameaçado de demissão. Esse era Emerson Leão na volta do Santos para o segundo tempo contra o Cúcuta, que vencia por 1 a 0. Desta vez, a revolta de parte da torcida era pela substituição de Rodrigo Tabata por Mariano Tripodi. E, por ironia, o argentino fez o gol que colocou o Santos nas oitavas-de-final da Libertadores, selando a vitória de virada por 2 a 1, livrando o técnico, que não gosta de trabalhar com estrangeiros, de ser mandado embora.
''Não preciso ser aceito. Não quero conflito com ninguém. Sou funcionário do clube e todos os dias procuro fazer o meu trabalho honestamente'', desabafou o técnico, após o jogo. ''Tenho bom relacionamento e mesmo que alguns queiram não dá para esquecer a minha fotografia no time campeão, nem que virei a faixa dos torcedores (eram estendidas de cabeça para baixo antes do título de 2002) e que formei jogadores. Isso só pode desaparecer com a minha morte.''
É a segunda vez que Leão escapa por pouco. A primeira foi depois da derrota contra Rio Preto, que era o lanterna do Campeonato Paulista. Assessores próximos ao presidente santista Marcelo Teixeira ofereceram o cargo a vários treinadores como Abel Braga, Caio Júnior e Nei Franco. Chegaram a falar até em Luiz Felipe Scolari e quase acertaram com Vagner Mancini. O contrato seria confirmado com a derrota do time diante do Guarani, mas o Santos ganhou e Leão se livrou.
O clima esquentou de novo com a derrota para o Chivas. ''Há no futebol brasileiro uma cultura negativa contra o trabalho do treinador. Está na corda bamba desde o momento em que assina o contrato.''
O colombiano Molina recebeu dois pontos no nariz, cortado após um choque com o goleiro do Cúcuta. Ele será examinado para saber a gravidade da lesão na coxa direita.

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