Ed Carlos Rocha
Fernando Tupan
De Curitiba
A derrota do Atlético para o Inter/RS na última quarta-feira, por 2 a 1, em plena Arena da Baixada, fez acabar o mito de imbatível no novo estádio e pôs à tona a inconstância ameaçadora que atinge os times paranaenses nas competições nacionais. Depois de um bom começo do trio-de-ferro no Campeonato Brasileiro, a falta de vitórias começa a derrubar as equipes na tabela. Jogadores e comissões técnicas dizem não estar preocupados com o rebaixamento, mas a classificação começa a ficar mais longe.
O Atlético, que tinha como grande aliado a Baixada, ‘‘caiu na real’’. ‘‘A gente sabia que o time não era imbatível. Foi bom ter acontecido agora para tirar um pouco a empolgação que a torcida tinha quanto a isso e livrar um pouco esse peso sobre a gente de não poder perder em casa’’, disse o atacante Lucas.
O rubro-negro começou com uma derrota contra o Grêmio, mas entusiasmou o torcedor com uma vitória sobre o Flamengo em casa, um empate fora com o Palmeiras e mais uma vitória em casa contra o Santos. Agora, com duas derrotas seguidas, para Cruzeiro e Inter, o time caiu para 18º, considerando-se a média de 98 e 99. O técnico Oswaldo Alvarez disse que é hora de tranquilidade. ‘‘Erramos em vário setores e isso causou as derrotas. Mas não estamos preocupados com rebaixamento’’.
No Paraná, a chegada do técnico Valdyr Espinosa culminou em vitórias consecutivas sobre Flamengo, fora, e Sport, em Curitiba. Depois, empatou com o Juventude, em Curitiba e perdeu para a Ponte Preta, em Campinas. Na média de 98 e 99, o time está em 17º. Para o grupo, a queda repentina é fruto ainda de acertos. ‘‘O time tem potencial para superar os resultados negativos e conseguir pontos fora de casa’’, avaliou o zagueiro Milton do Ó.
No Coritiba, que venceu o Vitória e Inter nas duas primeiras rodadas, depois coletou empates com Botafogo (SP), Cruzeiro e Portuguesa; e uma derrota para o Flamengo. O declínio não preocupa em termos de rebaixamento. No entanto, fez o técnico Abel Braga mudar sua linha de ação.‘‘Quando se chega a quatro jogos sem vencer é um aviso que está na hora de sacudir o elenco. Aqui ninguém é intocável’’.
O recado foi dado para o atacante Cléber, até então estrela do time, que pode perder o seu lugar entre os titulares. O jogador se defende: ‘‘Aprendi uma coisa na vida. Só vou entrar quando estiver em condições. Eu torci o braço no coletivo de sábado e para jogar no domingo tomei uma série de medicamentos para aliviar a dor. Fiquei baqueado e não produzi o que poderia.’’

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