Berlim - O Brasil pode até ser o líder absoluto no número de títulos. Mas, em finais de Copa do Mundo, a Alemanha é um convidado tão presente à festa quanto os pentacampeões mundiais. Foram quatro apenas nos últimos seis torneios (1982, 86, 90 e 2002). E duas delas contra a Argentina, o rival que hoje, no Estádio Olímpico de Berlim, também estará desesperadamente atrás de uma vaga nas semifinais e chance de continuar sonhando com o fim de um jejum na maior festa do futebol. Tudo isso sob os olhos de protagonistas para lá de especiais.
Franz Beckenbauer, treinador da Alemanha na derrota por 3 a 2 no México, em 86, e na vitória na decisão da Itália-90, hoje é o presidente do Comitê Organizador do Mundial de 2006. Jurgen Klinsmann, foi um dos principais jogadores da equipe campeã mundial há 16 anos e desde 2004 responde pelo comando técnico da seleção. Do lado argentino, há Carlos Bilardo, que comandou a equipe sul-americana nas duas finais. E, claro, não se pode esquecer de um certo Diego Maradona.
Mas há duelos também entre os personagens de hoje, especialmente caso os dois times tenham de decidir nos pênaltis a classificação para as semifinais: o meia Riquelme certamente sentirá um calafrio ao ver Jens Lehmann no túnel. O mesmo goleiro que defendeu um pênalti cobrado pelo argentino durante uma partida entre Arsenal e Villareal, nas semifinais da última Liga dos Campeões.
A Argentina tem a vantagem nos 10 confrontos diretos: quatro vitórias e três derrotas. Em Copas, porém, foram apenas quatro partidas, e o placar é de 2 a 1 para a Alemanha. (Agência O Globo)

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