Mônica Zarattini/AE
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OrientaçãoO técnico Luís Felipe Scolari, do Palmeiras, conversa com jogadores no treino da equipe, ontem pela manhãO clássico entre Palmeiras e Santos, domingo, no Morumbi, vai separar dois grandes amigos: Zinho e Wanderley Luxemburgo. O craque e capitão do alviverde confirma que mantém uma grande amizade com o técnico do alvinegro. Os dois começaram a carreira no Flamengo, porém, em épocas diferentes, e viveram juntos no Palmeiras as maiores glórias de suas carreiras.
Zinho e Luxemburgo, um ex-lateral-esquerdo discreto, encontraram-se no Palmeiras em 1993. Zinho era um dos destaques do elenco, que contava com Edmundo, César Sampaio, Mazinho, Roberto Carlos, Evair, Antônio Carlos, Cléber e Edílson. Zinho e Luxemburgo foram bicampeões paulista e brasileiro, em 1993/94, quebrando tabus: o Palmeiras não era campeão paulista desde 1976 e o último titulo Brasileiro do alviverde tinha sido em 1973. ‘‘Foram realmente conquistas históricas’’, enaltece Zinho. Em 1994, após disputar 139 jogos pelo clube paulista e marcar 30 gols, foi contratado pelo Yokohama Flugels, do Japão.
No início do Campeonato Brasileiro deste ano, a pedido do técnico Luiz Felipe Scolari, o Palmeiras, novamente com auxílio da multinacional, repatriou o jogador. Nessa sua volta ao alviverde, Zinho já dispustou, entre jogos oficiais e amistosos, 23 partidas e marcou sete gols. Para o clássico de domingo, Scolari mantém o mistério no ataque: Oséas, recuperado de contusão, disputa com Euller a vaga para formar dupla com Viola.
O técnico do Santos, Wanderley Luxemburgo anunciou ontem a presença do meia Alexandre no time que jogará o clássico contra o Palmeiras, mostrava-se indefinido quanto à escalação de Caíco ou João Santos e Caio ou Arinélson para completar o meio-de-campo e o seu ataque, e tinha uma certeza: uma derrota tirará o seu time da disputa das semifinais do Campeonato Brasileiro. Além disto, para ele, o maior desafio do Santos será enfrentar a qualidade do time do Palmeiras, dirigido, segundo ele, ‘‘pelo grande profissional que é o técnico Luís Felipe’’.
Luxemburgo também fez questão de lembrar a força do time do Palmeiras, principalmente em sua defesa, onde se destaca a qualidade do zagueiro Cléber. ‘‘Muita gente está insinuando que o Cléber foi muito violento na partida que o Palmeiras disputou contra o Inter e que acabou se perdendo em campo, mas aquilo foi decorrência da provocação que o Christian fez quando ainda estava em Porto Alegre.’’

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