Clássico paulista na decisão da Copa do Brasil Feminina
PUBLICAÇÃO
sábado, 08 de dezembro de 2007
Agência Estado 
Brasília - Um clube entrará hoje para a história do futebol feminino do País como o primeiro clube campeão da Copa do Brasil - torneio feito às pressas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) após o vice-campeonato mundial da seleção de Marta e companhia, em setembro, na China. Botucatu e Mato Grosso do Sul se enfrentam numa final marcada pela rivalidade. Afinal, as equipes são velhas conhecidas, pois o Mato Grosso do Sul é representado pelo SAAD, que perdeu o Campeonato Paulista de 2006 para o Botucatu. A expectativa é de ótimo jogo a partir das 18h10, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Na preliminar, que começa às 15h30, Benfica e São Francisco decidem o terceiro lugar.
''Clássico paulista na decisão da Copa do Brasil. Só isso já dá um tempero especial'', declarou o técnico José Roberto, do Mato Grosso do Sul. Além disso, a qualidade técnica é acima da média. A prova disso é que nove jogadoras da seleção que brilhou na China estarão em campo hoje.
Cinco vestem a camisa do Botucatu (a paranaense Renata Costa, Grazielle, Daiane, Michele Reis e Mônica) e quatro, a do rival (Tânia Maranhão, Maicon, Daniela Alves e Formiga). ''O equilíbrio é grande, mas o Mato Grosso do Sul é favorito'', disse o técnico do Botucatu, Edson Jesus, utilizando a velha tática de jogar a pressão para o adversário.
Na verdade, as duas equipes chegam à final desgastadas pelo calendário apertado do torneio, realizado em menos de 40 dias. Elas disputaram ao todo oito partidas, e somente tiveram um dia de descanso entre a semifinal e a grande decisão. ''A competição poderia ser mais longa e mais divulgada pela CBF'', criticou Edson Jesus, referindo-se à baixa presença de público em Brasília, cidade escolhida como sede da etapa final da Copa.
Espelhando-se no futebol masculino, José Roberto blindou a equipe do Mato Grosso do Sul. Nenhuma atleta pôde circular pelo hotel em que os quatro finalistas estão hospedados. Só era permitido sair do quarto para fazer as refeições. Até entrevista foi proibida. ''Elas não podem perder o foco'', alegou o treinador, que se intitula disciplinador.


