Curitiba - Longe da massa de torcedores e em horário inadequado, Coritiba e Paraná vão a campo, às 19h30, no Caranguejão, separados por uma série de fatores. Além dos 12 pontos que os distancia na classificação do Estadual, as diferenças entre o líder invicto e o grande clube novamente ameaçado pelo rebaixamento são inúmeras. A começar pela oposição entre a boa fase atravessada por Ney Franco e a iminência de demissão vivida por Marcelo Oliveira.
Mas, em temporada que começou de forma absolutamente diversas para os dois rivais, treinadores e jogadores pregam respeito ao adversário, adotando o discurso batido de que não há favoritismo em um clássico regional. Mandando jogo longe do Couto Pereira pela última vez na competição - seu estádio foi liberado para a partida diante do Nacional, daqui a uma semana -, o Coritiba quer voltar a vencer após o primeiro tropeço no ano, no empate diante do Paranavaí que encerrou a sequência de sete vitórias consecutivas.
Como fator positivo, Franco conta novamente com o meia Rafinha, que cumpriu suspensão, e com o atacante Ariel, afastado por lesão das três últimas partidas. No lado dos problemas estão as ausências dos suspensos Jéci e Leandro Donizete e Willian. E como o volante Andrade segue sem condições de jogo, o treinador deve escalar um time mais ofensivo que o habitual, com Enrico colaborando com Marcos Paulo na marcação do meio-campo. À frente deles, ou joga Ramon, recuado devido à volta do gringo, ou Renatinho.
Embalado com o início de ano que em anda lembra a derrocada da temporada passada, Franco no entanto mantém cautela sobre o eventual favoritismo de seus comandados. ''Este jogo é para tirar do contexto do campeonato e independe das situações de Coritiba e Paraná. Não existe favoritismo e será mais um jogo equilibrado'', resume o treinador.
Para diferenciar ainda mais os dois rivais, enquanto o lado alviverde do clássico celebra a volta de seus dois principais jogadores, o Tricolor lamenta a série de contusões que deixa Marcelo Oliveira com poucas opções para definir o time titular.
Além de Alessandro Lopes, que deve perder mais dois jogos, e Guaru, que teve confirmado o rompimento de um ligamento do joelho esquerdo, será operado e ficará de seis a oito meses em recuperação, o técnico perdeu também Murilo. Sofrendo com uma luxação no ombro esquerdo desde a temporada passada - problema que voltou a se manifestar em ao menos dois jogos do Estadual - o ala-direito também passará por cirurgia, devendo ficar 60 dias afastado dos treinamentos.
No lado direito, Jefferson ganha a primeira chance como titular e afirma estar preparado para o desafio. ''Os jogadores estão sujeitos a isso (contusões) e se estou aqui é porque tenho méritos'', afirma o ala, que no jogo passado foi improvisado no lado esquerdo do campo, quando Pará se machucou. E como o ala-esquerdo dificilmente terá condição de jogo e o reserva Yohei ainda não ganhou total confiança do treinador, é possível que Élvis seja o escolhido para ficar com a vaga.


EM PARANAGUÁ

Coritiba


Édson Bastos; Fabinho Capixaba, Pereira, Lucas Mendes e Triguinho; Marcos Paulo, Enrico, Rafinha e Ramon (Renatinho); Marcos Aurélio e Ariel. Técnico: Ney Franco

Paraná


Juninho; Diego Corrêa, Chicão e Luís Henrique; Jefferson, Edimar, Luiz Camargo (Vinícius), João Paulo e Élvis (Yohei); Márcio Diogo e Marcelo Toscano. Técnico: Marcelo Oliveira

Árbitro: Héber Roberto Lopes (Fifa)
Estádio: Caranguejão
Horário: 19h30

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