Clássico opõe os dois melhores do Paulista
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sexta-feira, 16 de abril de 1999
Por Anderson Couto e Dinoel Marcos de Abreu 
São Paulo, 17 (AE) - O clássico entre São Paulo e Palmeiras, neste domingo, às 16 horas, no Morumbi, representa um duelo entre os dois melhores times do Campeonato Paulista. São os únicos invictos da competição e com o maior número de vitórias (6 para o Tricolor e 5 para o Alviverde). Quem vencer assume a liderança isolada do Grupo 3 e dá um passo importante para conseguir a vaga para a fase final. O São Paulo tem 19 pontos e o Palmeiras, 17. Os clubes possuem também a melhor defesa do Paulista, com apenas cinco gols sofridos.
O São Paulo conta ainda com o ataque mais positivo. Foram 22 gols marcados em sete partidas. Apesar de manterem essa discreta vantagem sobre o adversário, os comandados do técnico Paulo César Carpegiani esperam um confronto de muito equilíbrio. "Não podemos errar", define o goleiro Rogério Ceni. "Esse é o típico clássico decidido nos detalhes."
O jogo vai marcar o reencontro do lateral-direito Arce com o técnico do Tricolor, que dirigiu a seleção do Paraguai nas Eliminatórias da Copa e no Mundial da França. "Ele sabe como eu jogo, mas eu também sei seu jeito de trabalhar", afirma o lateral paraguaio, ao destacar a parte tática do treinador do São Paulo.
Carpegiani admite a sua preocupação por Arce. "O importante é tomar cuidados com seus cruzamentos para a área", aponta o treinador, que deverá manter, diante do Palmeiras, a equipe dos últimos jogos. A única alteração será no meio, com a volta do equatoriano Carabalí no lugar de Belletti, que sofreu uma pancada no joelho direito e está afastado do time. Carpegiani decidiu também deixar Warley, mais uma vez, no banco. "Não podemos nos expor tanto com três atacantes; afinal, vamos disputar um clássico decisivo."
RAÍ - O meia do São Paulo voltou aos treinamentos, mas está longe de ser o craque tão assediado pelos torcedores. A própria equipe médica do clube parece desanimada em relação à total recuperação do atleta. "Mesmo tendo passado por uma cirurgia muito boa, o Raí vai precisar de cuidados especiais por
pelo menos, um ano ainda", explicou José Sanches. Esse era o prazo que o atleta definiu para continuar jogando futebol.
Para reconstituir o ligamento rompido do joelho esquerdo
o meia recebeu um enxerto de tendão no local. O tendão, contudo
nunca terá a mesma resistência do ligamento lesado. "Funcionalmente é igual, mas, anatomicamente, não", admitiu o médico. Raí também chegou a receber, durante seu tratamento, injeções de synvisc, uma substância usada para acelerar a cicatrização da cartilagem do joelho. "Não foi, na verdade, uma infiltração", disse Sanches. "Essa é uma técnica de tratamento que decidimos arriscar."
Fisicamente, o meia também não está bem. Seu condicionamento físico equivale a apenas 30% do atingido pelos outros jogadores, o que deverá deixá-lo ainda um bom tempo afastado das partidas oficiais. FICHA TÉCNICA: São Paulo - Rogério Ceni; Jorginho, Nem, Bordon e Serginho; Edmílson, Carabalí, Carlos Miguel e Marcelinho; França e Dodô. Técnico Paulo César Carpegiani.


