Curitiba - Opostos em tudo, a começar pela classificação no Estadual, Paraná e Coritiba fazem o primeiro clássico do ano na Vila Capanema, às 17 horas. Jogando em casa, o Tricolor, lanterna da competição sem nenhum ponto ganho, precisa vencer a qualquer custo para amenizar a crise que ameaça todo o planejamento da temporada. Situação bem diferente da do Coxa, líder da competição antes do início da rodada, com 100% de aproveitamento nas duas partidas iniciais.
As diferenças no desempenho dentro de campo refletem o momento vivido pelos dois clubes neste início de temporada. O Paraná, que sofreu desmanche quase completo do elenco da temporada passada, ainda tenta encontrar a equipe ideal para a disputa regional. O que leva Roberto Cavalo a alterar novamente o time titular, sacando o zagueiro Onildo - que falhou feio no primeiro gol do Rio Branco na rodada passada - e o meio-campista Alan, para o retorno de Carlinhos e a entrada de Serginho. Taianan, que agora quer abandonar o apelido Tai, será o armador. Com três volantes, o treinador espera melhorar o desempenho defensivo, até porque a equipe sofreu cinco gols em dois jogos.
Problema reconhecido por Luís Carlos, que promete melhor rendimento diante do tradicional rival. ''Vamos trabalhar para corrigir (os erros), pois isso não pode mais acontecer. Estamos conscientes disso. Vamos acertar a nossa defesa e dar a volta por cima'', conta o goleiro.
Reação imediata é o que prega também Rafael Vaz, que destaca a importância de vencer o clássico para amenizar a crise. ''Temos que levantar a cabeça, pois já temos um clássico pela frente. Não abandonamos nada, foram apenas duas partidas no Estadual, e vamos dar a volta por cima'', afirma o zagueiro.
Do outro lado, o tranquilo Coritiba quer tirar proveito do entrosamento vindo da temporada passada. As duas vitórias seguidas, com direito a Marcos Aurélio na artilharia do campeonato, levam o técnico Marcelo Oliveira a manter a escalação, que pouco mudou em relação à equipe que terminou 2010 com o título da Série B do Brasileirão. Com exceção de Emerson, Jonas e Eltinho, que chegaram neste início de ano, os demais titulares já tinham esta condição na competição passada.
''O fato de termos uma base de 70, 80% do ano passado nos dá esse condicionamento, principalmente para atacar. Temos um time envolvente'', conta o técnico, que acredita que o time ainda tem muito a evoluir. ''Lógico que estou aproveitando muito o que foi feito no ano passado, mas as coisas vão se ajustando. Chegaram novos atletas, mas perdemos o Enrico, que era muito importante'', ressalta Oliveira.

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