São Paulo e Palmeiras decidem hoje uma vaga nas quartas-de-final da Copa João Havelange em situações opostas. O Alviverde vive um ambiente alegre e de muita união, que contrasta com um clima de incertezas no Tricolor. O clássico começa às 21h40, no Morumbi, e não deve contar com a presença de um grande público. Até hoje (29), a procura pelos ingressos era muito fraca. A TV Globo transmite a partida ao vivo.
No primeiro confronto, sábado, no Pacaembu, houve empate por 1 a 1. Quem vencer conquista a classificação. Uma nova igualdade por 1 a 1 leva a decisão para as cobranças de pênalti; por 0 a 0 põe o São Paulo na próxima fase e por 2 a 2 ou mais dá a vaga ao Palmeiras.
Apesar da importância para os dois times, a partida tem um significado bem diferente para palmeirenses e são-paulinos. O Tricolor aposta, na João Havelange, as últimas fichas para alcançar a Taça Libertadores de 2001. Uma derrota será fatal e resultará em grandes mudanças no clube, a começar pelo técnico. Se não levar a equipe pelo menos à final da competição, Levir Culpi não terá seu contrato, que se encerra no fim do ano, renovado. O elenco também sofrerá modificações. ‘‘Gostaria de ficar no clube, mas, no momento, a única preocupação é com o jogo contra o Palmeiras’’, desconversou Levir.
José Dias, diretor de futebol do São Paulo, também preferiu esquivar-se do assunto ao invés de dizer que a permanência do treinador depende do resultado no campeonato. ‘‘Sempre deixamos para renovar o contrato no fim do ano. Foi assim durante todo o tempo com o Telê Santana, por exemplo, e, agora, não vai ser diferente.’’
A diretoria do Palmeiras pensa diferente da do São Paulo. Afinal, o time já tem presença assegurada na Libertadores. O clube não fez grandes investimentos neste semestre e, por isso, o presidente Mustafá Contursi e os próprios torcedores isentaram o técnico Marco Aurélio e os jogadores de qualquer cobrança.
Mustafá teve ainda uma inesperada e boa surpresa: a chegada da equipe à final da Mercosul – eliminou o Atlético Mineiro anteontem vencendo por 2 a 0 no Mineirão –, que garantiu ao clube uma premiação de US$ 2,6 milhões, valor suficiente para cobrir a folha de pagamento dos jogadores de todo o semestre. ‘‘Não temos obrigação de vencer, mas de continuarmos lutando como fizemos até agora’’, comentou Márcio Araújo, coordenador de futebol do Palmeiras.
O vencedor do confronto de hoje vai enfrentar o São Caetano no domingo, na primeira partida das quartas-de-final. Pelo regulamento, que ainda pode ser modificado, a equipe do ABC paulista tem a vantagem do mando de campo no segundo jogo.

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