Clássico do Café: guerra dentro e fora de campo
O principal rival do Grêmio era e é até hoje o Londrina. O Clássico do Café movimentava as duas cidades e deixava jogadores e torcedores com os nervos à flor da pele.
Ninguém admitia a derrota. O atacante Itamar, que viveu a experiência dos dois lados, sabe o que é isso. Em 81 saiu do Galo para jogar no Tubarão e foi campeão em cima de seu ex-clube. ''O Clássico do Café, naquela época, era clássico de verdade. O time que perdia derrubava o treinador. Era pau a pau. Em 81 eu jogava pelo Londrina, mas morava em Maringá e depois das finais me roubaram dois carros. Eu achei só a carcaça. Jogavam pedras em casa e falavam que eu era um traidor'', conta.
Outra pessoa que viveu as emoções do confronto foi o ex-presidente do Grêmio, Elnio Pohlmann. ''Teve um ano, eu não me lembro direito, nós fomos jogar em Londrina e os torcedores deles massacraram a nossa torcida. Quando vieram jogar aqui, foi uma verdadeira chacina, uma guerra. Era uma selvageria'', rememora. (T.M.)





