Maringá - Enquanto a maioria dos clubes do Paraná ignora o futebol feminino, o Grêmio Maringá formou este ano uma nova equipe para disputar o Campeonato Paranaense. A equipe treina cerca de três horas diárias e jogará hoje contra o Londrina, no Willie Davids. Será a sua segunda apresentação, depois de uma derrota para o Foz de Iguaçu no domingo passado. A derrota entretanto, não é motivo de desânimo para o grupo de atletas que têm idade entre 13 a 23 anos e se dizem completamente apaixonadas pelo futebol.
Para o técnico Edson Lima, o Lambari, o futebol feminino ainda sofre muito as consequências do preconceito. Ele é treinador há 20 anos e diz que o maior desafio é atrair o público e conquistar os patrocinadores.
Das 30 atletas que compõem a equipe do Grêmio Maringá, poucas recebem uma ajuda de custo do clube. As demais vestem literalmente a camisa do Grêmio pelo amor ao esporte. Sem remuneração e sem uma perspectiva profissional, mesmo no âmbito nacional, as altetas afirmam que continuam jogando porque gostam de futebol.
Rafaela Andrade de Morais, 21 anos, é formada em arbitragem, mas diz que gosta mesmo é de jogar. Seja na quadra ou no campo, Rafaela é titular da equipe e demonstra habilidade com a bola que surpreende. Ela é uma das atletas que recebe ajuda de custo para se manter em Maringá e diz que em oito anos já aprendeu a conviver com o preconceito. ''Todo mundo diz que a mulher que joga futebol é 'homão', mas eu nem ligo'', diz. ''Eu gosto de jogar e nem me importo com os comentários das pessoas'', emenda a atleta Adylla Milany Ferreira Paulo, 14 anos.
O Grêmio joga com Andréia; Leila, Rafaela, Cristina, Vanessa; Cirle, Suelem, Leonice e Vanessa Santos; Carina e Marta.
LEC A técnica do Londrina, Elaine Bixiga, deve escalar o mesmo time que venceu na estréia o Mixto por 4 a 0 e depois foi derrotada para o Novo Mundo por 4 a 2. O time deve jogar com Adelita; Dinha, Paloma, Larissa e Fran; Eliana, Paula, Celiane e Patrícia; Samantha e Valéria.

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