Na base da raça, o Londrina conseguiu se reabilitar no Campeonato Paranaense. No Estádio do Café, o Tubarão venceu o Maringá por 3 a 2, ontem à tarde, em um jogo digno de um clássico, recheado de emoção.
O gol da vitória alviceleste veio somente na reta final da partida, pelos pés do meia Rone Dias, que pela primeira vez ficou no banco de reservas, mas entrou no segundo tempo e, de falta, ajudou o clube a dar um bico na crise que ameaçava se instalar pelos lados do CT da SM Sports depois de dois tropeços seguidos. Antes, Arthur e Celsinho colocaram o Tubarão na frente, mas os maringaenses conseguiram o empate com Gabriel Barcos e Gilvan.
Com o resultado, o Londrina aparece na vice-liderança, empatado com Cianorte, Maringá e Rio Branco, todos com 10 pontos, e dois atrás do novo líder, o J.Malucelli.
Com Anderson no lugar de Rone Dias, o Londrina começou mais disposto e logo ganhou o apoio do torcedor. Mas o Maringá era mais agudo e não fosse o goleiro Vítor, poderia ter complicado o Tubarão nos minutos iniciais. Aos 2, ele defendeu o chute do lateral Reginaldo, após boa triangulação do ataque maringaense. Nove minutos depois, o camisa 1 salvou a pele de Maicon Silva, que dominou mal a bola na pequena área e ela sobrou para Gilvan, mas o arqueiro alviceleste dividiu com o meia e evitou o pior.
Anderson e Júnior Paraíba bem que tentavam dar mais qualidade à saída de bola, mas o meio-campo continuava com dificuldades para armar as jogadas. Por outro lado, os laterais apareceram bem. Pela direita, com Maicon Silva, nasceram as melhores chances. Aos 17, o camisa 2 tabelou com Paraíba e cruzou na cabeça de Arthur, que, sozinho, cabeceou para fora. Aos 28, Vítor apareceu de novo para evitar o gol em chute de Barcos, dentro da área.
Celsinho merece um capítulo a parte na história do jogo. Ele tinha tudo para ser vilão de novo depois de perder as duas melhores chances do LEC no primeiro tempo. Na primeira, aos 31, ele bateu fraco após boa jogada de Lucas. Na outra, Maicon fez linda jogada e viu o camisa 10 livre na área. De frente para o goleiro Ney, Celsinho "recuou" para o arqueiro e ouviu as vaias pela primeira vez no jogo. Mas sua redenção viria mais tarde.
Quando parecia que o primeiro tempo terminaria sem gols, e no momento em que o Maringá era melhor, o LEC desencantou. Anderson desceu pela direita e cruzou, Marcelo Xavier espanou e a bola sobrou para Arthur fazer o Café explodir.
O Maringá voltou para etapa final determinado a empatar, mas quem marcou foi o Londrina. Aos 10 minutos, Arthur cruzou e Celsinho só deslocou Ney para ampliar. Na comemoração, o meia foi para a torcida e selou a paz, ao menos por enquanto.
Mas não deu nem tempo do Londrina do torcedor comemorar porque os visitantes empataram em quatro minutos. Aos 13, Barcos aproveitou o rebote de Vítor e diminuiu. Logo depois, Gilvan fez o que quis na defesa do LEC e acertou um belo arremate de fora da área para igualar o placar.
O Tubarão manteve a calma e partiu em busca do gol da vitória. E ele veio aos 34 minutos, com Rone Dias. O meia cobrou falta, de longe, e contou com a colaboração de Ney para fazer seu primeiro gol com a camisa alviceleste. Aos 40, Lucas ainda teve chance de "matar o jogo", mas perdeu o gol cara a cara com o arqueiro maringaense. O jogo ainda teve um princípio de confusão e uma pressão dos visitantes, mas o LEC se segurou e garantiu o triunfo, para alívio da torcida.

Imagem ilustrativa da imagem CLÁSSICO DO CAFÉ - NA RAÇA
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