Clássico com sabor e importância de decisão
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sábado, 18 de outubro de 2008
Amanda Romanellie Fábio Hecico<br> Agência Estado 
São Paulo - O Campeonato Brasileiro com confrontos no estilo mata-mata deixou de existir faz cinco anos. Mas o torcedor que prefere aquele tipo de disputa terá uma tarde para matar saudade hoje, a partir das 16 horas, no Palestra Itália. Palmeiras e São Paulo enfrentam-se pela quinta vez no ano em clássico que tem o sabor e a importância de uma final.
O vencedor segue firme na luta para manter a hegemonia do Estado - fez os últimos quatro campeões. Ao perdedor, restará a esperança das combinações matemáticas e o prêmio de consolação: lutar por vaga na Libertadores de 2009.
Será o tira-teima do ano. Cada equipe ganhou duas vezes. E o mandante sempre saiu vencedor, o que daria, teoricamente, uma vantagem ao Palmeiras. Jogar no Palestra Itália fez os palmeirenses assumirem o favoritismo durante a semana.
''Estamos com um bom aproveitamento em casa (87%) e contamos com o apoio da torcida. Temos 70% de chances de sair de campo com a vitória'', disse o lateral-esquerdo Leandro, ainda na segunda-feira. ''Claro que atuar no Palestra Itália é uma vantagem que temos'', acrescentou o zagueiro Roque Júnior. Para ele, a única diante de ''dois times parecidos''.
Roque Júnior tem razão. Ambos começam por dois goleiros de seleção brasileira. Os campeões mundiais Marcos e Rogério Ceni atuam normalmente com três zagueiros, apenas um meia, Diego Souza e Hugo, e têm os melhores treinadores do País, Vanderlei Luxemburgo e Muricy Ramalho.
Diante de tanta semelhança, qual seria a surpresa dos técnicos? A resposta, só em campo. Luxemburgo e Muricy passaram a semana fazendo mistério, escondendo treinos e desconversando. Para o técnico são-paulino, um jogo de adversários tão parecidos e com forças equivalentes só pode ser decidido nos detalhes. Por isso, admite ser importante ter momentos reservados. Luxemburgo vai além: ''Não podemos dar armas ao rival''.
Mas a inspiração e segurança do goleiro Marcos certamente é uma das armas. Após temporadas lutando contra as contusões, o goleiro vive um 2008 perfeito: já ergueu a taça no Paulista e espera acabar com o jejum nacional.
O São Paulo também tem no gol um de seus trunfos. Rogério Ceni, capitão da equipe e referência de liderança para o restante do elenco, terá do outro lado do campo um adversário preferencial. Foi o Palmeiras quem mais sofreu com a vocação de artilheiro do goleiro, já que balançou a rede rival por seis vezes (a primeira em 1999 e a última em 2005).
Aliás, a presença de Rogério Ceni embaixo das traves é a única certeza na escalação de Muricy. O técnico deixou claro que pode preparar uma surpresa para Luxemburgo. ''Tenho dois esquemas táticos bem treinados. Só falta decidir qual vou colocar em campo, e com quais jogadores''.


