Ciudad del Este ergue estádio para 27 mil lugares
Em apenas sete meses, Ciudad del Este vai construir o segundo maior estádio do Paraguai: o Tenente-Coronel Antonio Odone Saruwi, em homenagem a um dos pioneiros da região. Com 27 mil lugares, o estádio sediará o grupo B - Brasil, Chile, México e Venezuela - quartas-de-final e semifinais da Copa América. A obra, orçada em US$ 3,2 milhões, está sendo custeada por quatro empresários de Ciudad del Este, que fundaram a empresa Eventos e Construções.
O terreno, numa das áreas mais valorizadas de Ciudad del Este, pertence ao Clube Tres de Febrero. Depois de sete anos, a estrutura passará ao controle do clube. O estádio segue todas as recomendações da Fifa para sediar competições oficiais. A direção do clube está colocando à venda, ao preço individual de US$ 1,5 mil, 2,5 mil cadeiras vitalícias. O maior estádio paraguaio, o Defensores del Chaco, tem 42 mil lugares.
A iniciativa dos empresários de Ciudad del Este se tornou necessária depois que o governo paraguaio desistiu - poucas semanas depois de iniciar as obras - de construir um estádio em Hernandarias (município vizinho a Ciudad del Este). Ao tomar posse, em agosto do ano passado, o presidente Raúl Cubas Grau (Partido Colorado) decidiu que a Copa América deveria ser custeada pela iniciativa privada.
As obras do novo estádio foram iniciadas em 12 de outubro do ano passado. Em dezembro, no pico da construção, foram empregados 600 operários simultaneamente. Hoje - com a maior parte das arquibancadas erguida - a obra emprega a metade desse número. Projetamos o estádio para ser construído rapidamente, explica o arquiteto Antonio Cascio, de 52 anos.
O gramado, que custou US$ 70 mil, está sendo instalado pela empresa Greenleaf, do Rio de Janeiro, especializada em gramados esportivos. A grama é da variedade Tifton 419, híbrida desenvolvida nos Estados Unidos e utilizada na Copa de 94, realizada naquele país.
Ela apresenta rápido crescimento e resistência ao pisoteio e é específica para campos de futebol, explica o engenheiro agrônomo da empresa, Artur Jorge de Melo, de 29 anos. Produzida em uma fazenda de Itapetininga (SP), a grama é trazida em placas, que são assentadas sobre uma base de areia, para melhorar a drenagem.





